Flamengo ‘sofre’ com transmissão paga, e Flavio Prado desafia: ‘Quero ver convencer o torcedor’

A cobrança de R$ 10,00 a quem não era sócio-torcedor revoltou grande parte da torcida rubro-negra, que ainda teve de enfrentar falhas do sistema na hora de efetuar o pagamento para assistir ao jogo contra o Volta Redonda na plataforma MyCujoo

  • Por Jovem Pan
  • 06/07/2020 14h57 - Atualizado em 06/07/2020 15h06
Montagem sobre fotos/Flamengo/Divulgação/Jovem Pan/ReproduçãoÀ esquerda, o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim; à direita, o comentarista Flavio Prado, do Grupo Jovem Pan

Esqueça os elogios e a “lua de mel” com a torcida após o sucesso da primeira transmissão própria. A diretoria do Flamengo sofreu um desgaste considerável após tentar, sem muito êxito, realizar a exibição paga da partida contra o Volta Redonda, no último domingo, 05, pela semifinal da Taça Rio. A cobrança de R$ 10,00 a quem não era sócio-torcedor revoltou grande parte da torcida rubro-negra, que ainda teve de enfrentar falhas do sistema na hora de efetuar o pagamento para assistir ao jogo na plataforma MyCujoo. Resultado: a alta-cúpula flamenguista se viu obrigada a liberar a transmissão no YouTube minutos antes do apito inicial e teve números de audiência menos expressivos do que na quarta-feira, quando a transmissão da partida contra o Boavista foi 100% gratuita.

Durante o Esporte em Discussão desta segunda-feira, 06, o comentarista Flavio Prado, do Grupo Jovem Pan, analisou a confusão que agitou os bastidores do Flamengo nas últimas horas. Para o jornalista, as falhas do sistema e a reprovação da torcida ao modelo de transmissão paga só provam que os desafios para um clube brasileiro lucrar com a exibição de jogos sem a Rede Globo são enormes. De acordo com ele, dificilmente essa prática vingará no País. “O Flamengo jogou dois, três jogos, arrumou uma crise, uma confusão com a torcida e não conseguiu transformar a transmissão em dinheiro. Esse é o detalhe. Quando eles falaram em cobrar R$ 10,00, a torcida pichou o muro, se revoltou. Uma coisa é você brigar pelos direitos, e outra é monetizar”, alertou Flavio Prado.

“Eles (dirigentes) estão dando um tiro no pé! Eles não têm capacidade nem para administrar os clubes, quem dirá para fazer televisão! É tiro no pé! Vão voltar com o rabinho entre as pernas pedindo pelo amor de Deus para a Globo voltar a fazer as transmissões e pagá-los!”, acrescentou. “Quando a Globo transmite os jogos na TV aberta, sem o pay-per-view, ela não cobra dos torcedores. E, agora, o cara tem que pagar R$ 10,00 para ver pela internet. É nisso que você tem que pensar! Então, eu quero que convença o torcedor de que ele está levando vantagem nisso! Eu quero só ver!”, finalizou.

Confira, no vídeo abaixo, a íntegra do debate no Esporte em Discussão: