3ª edição do Festival de Luzes em São Paulo ressignifica pontos turísticos da cidade

Até 22 de novembro, o evento acontecerá em pontos da capital paulista como os bairros do Tremembé, Jaraguá, São Matheus e na tradicional Avenida Paulista

  • Por Jovem Pan
  • 24/10/2020 12h46
AMANDA PEROBELLI/ESTADÃO CONTEÚDOÀ noite, projeções de seis artistas mudam a cara do tradicional ponto turístico na Vila Madalena, na Zona Oeste de São Paulo

Os famosos grafites do Beco do Batman estão sendo ressignificados pela tecnologia. À noite, projeções de seis artistas mudam a cara do tradicional ponto turístico na Vila Madalena, na Zona Oeste de São Paulo. A intervenção faz parte da 3ª edição do Festival de Luzes, que vai iluminar vários pontos da capital paulista até o dia 22 de novembro. No Beco do Batman, a última oportunidade para ver a montagem é neste sábado, das 7h às 22h. O evento a céu aberto é um dos primeiros a retornar na capital paulista depois dos fechamento causados pela pandemia.

O VJ Fukuda, do seu apartamento, começou a fazer projeções nas árvores e, para o festival, ele desenvolveu a obra intitulada “Fauna B”. “Poder fazer um trabalho bacana desse em um lugar que a gente cresceu é muito bacana. Espero que as pessoas gostem, as intervenções existem para chamar atenção do que no dia a dia você passa e nem percebe”, avalia. As projeções estão em constante diálogo com os grafites, cada artista estudou detalhadamente os murais para desenvolver seus trabalhos. A obra da VD Carol Santana chama “Trasmutação” e, segundo ela, a ideia é trazer novas perspectivas no que já existe. “O grafite para mim é a arte urbana é valorizo muito, porque é uma arte muito democrática, poética e política ao mesmo tempo. E de muita responsabilidade porque você impacta muitas pessoas, então você está construindo um mural, está impactando quem passa ali. Eu poder reinterpretar isso é bem especial.”

O idealizador do evento, Alexis Anastasiou, fala da importância de se realizar o Festival de Luzes neste período de pandemia. Ele destaca a importância de ser levar esperança para as pessoas. “Foi mais arriscado fazer o evento nesta situação, mas é mais necessário também. Além da saúde física, você tem a questão da saúde mental das pessoas. O que a gente credita é que a arte e a cultura com uma instalação na cidade podem trazer um pouco de esperança nesse momento. O festival tem esse potencial de fazer as pessoas enxergarem a cidade de uma forma mais acolhedora e mais agradável”, diz. Segundo ele, a ideia é trazer um novo olhar para lugares da cidade que ficam vazios à noite. Até 22 de novembro, o Festival vai ocorrer em outros pontos de São Paulo como nos bairros do Tremembé, Jaraguá, São Matheus e na tradicional Avenida Paulista.

*Com informações do repórter Afonso Marangoni