Agronegócio vê manifestações do 7 de setembro como ‘legítimas’ e ‘democráticas’

Frente Parlamentar no Congresso Nacional sugeriu que as pautas do setor não fossem misturadas com as pautas gerais dos atos desta terça-feira

  • Por Jovem Pan
  • 08/09/2021 08h15 - Atualizado em 08/09/2021 10h25
GABRIELA BILÓ/ESTADÃO CONTEÚDOSetor, que ainda sofre com impactos da pandemia, avalia que não há ambiente para uma nova Greve dos Caminhoneiros

O setor do agronegócio viu as manifestações do 7 de setembro como legítimas, democráticas e pacíficas. Os agricultores ainda afirmaram que não há uma percepção de que os atos causem uma ruptura entre as instituições. A comentarista de Economia e Agronegócios da Jovem Pan, Kellen Severo, apurou que a Frente Parlamentar do Agronegócio no Congresso Nacional sugeriu que as pautas do agronegócio não fossem misturadas com as pautas gerais dos atos, que pediram, entre outras coisas, o voto impresso auditável e o impeachment dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Os agricultores presentes nas manifestações seguiram as recomendações e pediram por liberdade de expressão e apoio à democracia. Na avaliação de Kellen, a postura foi positiva porque o setor não sofrerá os danos de uma possível tensão entre os Poderes.

“Quando essas lideranças sinalizam o desejo de ordem, de trabalhar, de prosperar, de avançar nas reformas, é um sinal claro de que uma parte importante do setor quer que haja uma estabilidade para que os negócios possam fluir. Isso não quer dizer que o setor não veja como positiva essas manifestações do 7 de setembro”, acrescenta a comentarista, que aponta que não há ambiente econômico e político para uma nova Greve dos Caminhoneiros. “Há uma interlocução entre a categoria de caminhoneiros e o governo federal através do ministro da Infraestrutura. Outro aspecto é que o setor ainda está se recuperando dos impactos da pandemia”, opina.