Ainda em recuperação, setor de vendas tem elevação média de 6,1%

Esperança de retomada está nas datas de comércio, como Black Friday e Natal

  • Por Jovem Pan
  • 18/11/2020 09h14
Fernando Frazão - Agência BrasilA gradativa recuperação econômica teve início em junho, quando as medidas de flexibilização começaram a valer

A primeira quinzena de novembro confirmou os sinais de recuperação do varejo com crescimento médio de 6,1%. Como o fechamento do comércio em razão da pandemia por um longo período afetou drasticamente as empresas, a retomada é gradual. Apesar disto, de acordo com a Associação Comercial de São Paulo, a perspectiva é encerrar o ano nos mesmos patamares de 2019 — quando o cenário econômico excluía o coronavírus.

A gradativa recuperação econômica teve início em junho, quando as medidas de flexibilização começaram a valer. Desde então, as perdas foram se diluindo com retrações de 54,9% em junho, 47,7% em julho, 33,6% em agosto, 14,6% em setembro e 9,2% em outubro. Agora, segundo os dados preliminares, a queda é de 5,8%. As vendas para o Dia das Crianças ajudaram a minimizar os impactos. O economista da ACSP, Marcel Solimeo, aponta que os comerciantes depositam grande expectativa para a Black Friday e o Natal a fim de retomar de uma vez por todas o crescimento. “No aguardo da Black Friday e depois a grande data do comércio, que é o Natal, vamos ver se já conseguimos reduzir todas as perdas. Para começar 2021 com crescimento efetivo.”

No auge da quarentena o setor registrou quedas históricas com indicadores marcando recuo de 27% em março, 63,8% em abril, e 67% em maio. A chegada do13º deve impulsionar as vendas com a confiança maior do consumidor. A aposta agora também está no comércio online. Esta é a avaliação do professor de finanças do Insper, Ricardo Rocha. Ele explica que, como as famílias estão mais tempo em casa conectadas a computadores e celulares, a tendência é de elevação do comércio digital. “Fazer as coisas digitalmente se incorporou no cotidiano. Compras online, a família está junto… Está todo mundo no digital o tempo todo. Em segundo, mostra o vigor de uma nova forma de consumo no Brasil.” Agora, o sentimento é um só. Trabalhar para por um futuro mais promissor.

*Com informações do repórter Daniel Lian