Alckmin diz que deu primeiro passo para seu futuro político

Corrida presidencial para 2022 ainda tem incertezas sobre a formação de chapas; Ex-governador de São Paulo considera ser vice de Lula

  • 17/12/2021 06h46 - Atualizado em 17/12/2021 10h19
Ilan Pellenberg/Estadão Conteúdo Geraldo Alckmin acenando O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin deixou o PSDB e diz que o movimento foi o primeiro passo para o seu futuro político

Depois de sair do PSDB, o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (sem partido), disse, na última quinta-feira, 16, que o movimento foi o primeiro passo para o seu futuro político, que inclui a possibilidade de ser vice em uma chapa com o ex-presidente Lula (PT). Ele falou sobre o futuro político em um congresso nacional do Sindicato dos Aposentados, Pensionista e Idosos, em Mongaguá, no litoral paulista. Alckmin foi convidado para palestrar como médico e falou sobre assuntos relacionados a área da saúde. Aos jornalistas, ele disse que ainda não há definição sobre uma possível candidatura de vice ao lado de Lula, nem prazo para filiação em outro partido. Segundo Alckmin o primeiro passo para seu futuro politico já foi dado, que foi a saída do PSDB, e que o segundo passo será dado com tranquilidade e muito dialogo. Alckmin disse ainda que o importante para o Brasil agora é a pacificação, entender as dificuldades pelas quais o país passa, propor soluções para a retomada do crescimento, de geração de renda e emprego para os brasileiros.

Também nesta quinta-feira, 16, houve um encontro entre dois pré-candidatos à presidência da República, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) recebeu a senadora Simone Tebet (MDB). Eles firmaram um entendimento de que estão no mesmo campo democrático, liberal, social, na formulação de uma proposta para o Brasil. Ambos concordam que a prioridade para o país é um programa econômico para a retomada do crescimento. No mesmo dia, o ex-deputado Cabo Daciolo (Brasil 35-RJ) usou as redes sociais para anunciar que desistiu de ser pré-candidato à presidência da República. Ele é evangélico, disse que seguiu um chamado do espírito santo e declarou apoio a Ciro Gomes (PDT). Daciolo falou ainda sobre o partido dele não ter acesso aos debates. “Eu estou só obedecendo uma ordem do espírito santo que está no meu coração. Eu creio verdadeiramente que, no futuro, eu vou ser o presidente da República. Eu não sei o tempo, eu não sei como vai acontecer. O partido Brasil 35 é um partido pequeno e não coloca o Cabo Daciolo no debate. Nós não temos possibilidade de ir para os debates”, disse.

*Com informações da repórter Carolina Abelin