Alcolumbre ‘está ciente’ de esforço concentrado para sabatinas, diz Pacheco

O presidente do Senado acredita que o presidente da CCJ vai levar a indicação de Bolsonaro ao STF, André Mendonça, ao plenário da Casa antes do final de 2021

  • Por Jovem Pan
  • 05/11/2021 10h57 - Atualizado em 05/11/2021 10h59
Foto: Pedro Gontijo/Senado FederalPresidente do Senado afirmou que vai propor texto no Colégio de Líderes

O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), voltou a confirmar que todas as sabatinas e votações de indicações de autoridades serão realizadas até o fim do ano. A sabatina mais aguardada é a da indicação de André Mendonça ao Supremo Tribunal Federal (STF). O nome do ex-AGU está travado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) desde julho. Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente da CCJ, insiste em não pautar a segunda indicação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao STF. Pacheco acredita que o Senado vai cumprir o dever constitucional de apreciar as indicações. “O senador Davi Alcolumbre, presidente da CCJ e ex-presidente desta Casa, está ciente desse esforço concentrado, assim como todos os demais senadores, inclusive os presidentes das demais comissões. Eu acredito muito que comissões vão realizar sabatinas, que nós vamos poder apreciar os nomes no plenário, para que o plenário possa exercer a soberania da decisão”, afirmou Pacheco.

Questionado se poderia levar o nome de Mendonça direto ao plenário, caso Alcolumbre ignore o acordo, Pacheco disse confiar que o presidente da CCJ vai marcar a sabatina. “É muito importante que se passe pelas comissões, e eu acredito que as comissões do Senado, todas elas, vão cumprir o seu dever de apreciação desses nomes, reservando ao plenário a análise desses nomes, a partir de um parecer apreciado pelas comissões”, disse o presidente do Senado. A semana de esforço concentrado, entre os dias 30 de novembro e 2 de dezembro, é necessária porque as votações de indicações de autoridades necessariamente precisam ser feitas de forma presencial. André Mendonça foi escolhido por Bolsonaro para ocupar a vaga no STF aberta após a aposentadoria de Marco Aurélio Mello.

*Com informações do repórter João Vitor Rocha