Alta de internações e lotação de hospitais em SP preocupam especialistas

Unidades de Guarapiranga, Parelheiros e do Ipiranga já registram 100% de ocupação dos leitos

  • Por Jovem Pan
  • 13/01/2021 10h27 - Atualizado em 13/01/2021 10h39
LINCON ZARBIETTI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDOAumento de hospitalizações e mortes é reflexo das festas de fim de ano

O fim de 2020 foi marcado pela irresponsabilidade de muitos brasileiros, que se agruparam em festas, comércios populares e praias. O resultado de tudo isso foi o aumento no número de internações. Para o diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, essa reação “rebote” já era esperada. “Com as festas de fim de ano, com as aglomerações que vimos nas praias, nas festas e comemorações, esse número parece crescer. Não só de numero de casos, mas especialmente de hospitalizações e mortes.” Hospitais particulares como o Albert Einstein já tem ocupação de 90% dos leitos, assim como muitas unidades da rede municipal de saúde, que registram lotação acima da média. As enfermarias dos hospitais de Guarapiranga e o de Parelheiros, por exemplo, estão com ocupação em 100%, estando ambos localizados na Zona Sul de São Paulo.

Para o presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, Sidney Klajner, a sobrecarga na rede é preocupante. “O hospital passa a ter uma reserva muito pequena quando este número ultrapassa 93% ou 94% de ocupação. Lembrando que o início de dezembro batemos 102% de ocupação, por causa de pacientes no pronto atendimento aguardando internações. Por esse motivo temos olhando com um carinho maior a comunidade que nos procura e temos evitado absorver pacientes de outros estados para que não esgote a nossa capacidade para a população de São Paulo.”

Ao mesmo tempo, nos hospitais estaduais a situação também é difícil. As unidades do Ipiranga, na zona sul da capital paulista e de Itapevi, município da região metropolitana de São Paulo, estão com 100% dos leitos ocupados. Apesar do percentual, a secretaria estadual de saúde afirma que garante atendimento à população, principalmente, por meio da Cross, que é a Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde. Em nota, a secretaria municipal de saúde informou que atuou de maneira emergencial na ampliação de leitos e houve aumento de mais de 60% no número de disponibilidade de unidade de tratamento intensivo. O comunicado também menciona que a taxa de ocupação dos hospitais municipais é dinâmica e pode variar ao longo do dia. Em 2020, a Covid-19 foi a causa de uma a cada cinco mortes em São Paulo.

*Com informações da repórter Mônica Simões