Alta de medicamentos e EPIs dificultam atendimento a pacientes, afirmam hospitais

Profissionais relatam que a máscara N95 teve aumento de 1713% — de R$ 3,90 para R$ 70,71

  • Por Jovem Pan
  • 06/02/2021 07h14
EFE/EPA/ATEF SAFADIO levantamento do sindicato ouviu 90 diretores de hospitais privados no período de 27 de janeiro a 3 de fevereiro

Uma pesquisa do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios de São Paulo mostra que 61% dos serviços de saúde particulares estão enfrentando dificuldade financeiras por conta do aumento no valor dos medicamentos, causado pelo alta do ICMS no Estado. O médico e diretor presidente do Hospital Santa Rita, Carlo Eduardo Lichtenberger, conta que o aumento do preço dos EPIs também provoca um impacto na conta dos hospitais.

“A máscara N95 pagávamos, no início do ano de 2020, R$ 3,90 a unidade. Chegamos a pagar R$ 70,71 a unidade — um aumento de 1713%. Luvas de procedimento têm aumento de 214%. A partir de janeiro de 2021 nós temos o aumento do imposto, ICMS, que vai aumentar em 21% todos os materiais hospitalares.” A pesquisa também apontou que 54,6% estão tendo dificuldade para contratar novos profissionais. Para o médico e presidente do Sindicato dos Hospitais, Francisco Balestrin, o momento é de preocupação.

“Nós oficiamos ao Ministério da Economia e ao Ministério da Saúde para que se interessem por este assunto e tragam soluções que não sejam, claro, um cadastramento de preços. Mas que seja exatamente um entendimento do mercado, ver o que está faltando, como é que os produtos podem ser de novo definidos para que não haja falta e nem aumento dos custos desses produtos para os setores hospitalares e outros setores de saúde como um todo.” O levantamento do sindicato ouviu 90 diretores de hospitais privados no período de 27 de janeiro a 3 de fevereiro.

*Com informações da repórter Elisângela Almeida