André Mendonça defende que cristãos possam discordar da homossexualidade

No Twitter, ministro da Justiça utilizou na postagem o sufixo “ismo”, que remete a doença; ele saiu em defesa da cantora gospel Ana Paula Valadão, processada após associar homossexuais à Aids

  • Por Jovem Pan
  • 04/12/2020 06h43 - Atualizado em 04/12/2020 08h33
Edu Andrade/Estadão ConteúdoMendonça saiu em defesa da cantora gospel Ana Paula Valadão, que está sendo processada por uma fala de 2016

O ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, defendeu que cristãos possam discordar e questionar a homossexualidade. A declaração dele foi feita através do Twitter nesta quinta-feira, 3. Mendonça abriu a série de publicações dizendo, nas palavras deles, respeitar o “homossexualismo” e reiterou, afirmando que o respeito é um princípio cristão. Em seguida ele afirmou: “Contudo, isso não significa que o cristão deva concordar ou não possa questionar o homossexualismo com base em suas convicções religiosas. O próprio STF assim reconheceu. Os direitos às liberdades de expressão e religiosa são inalienáveis!”. Mendonça utilizou na postagem o sufixo “ismo”, que remete a doença. O termo homossexualismo foi retirado há 30 anos da classificação de doenças pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Atualmente, a palavra correta a ser usada para se referir ao assunto é homossexualidade. André Mendonça saiu em defesa da cantora gospel Ana Paula Valadão, que está sendo processada por uma fala de 2016. Durante um evento, ela disse que a relação homossexual “não é normal” e associou a união entre pessoas do mesmo sexo à Aids.

Mendonça disse que a cantora evangélica está sendo perseguida e afirmou: “Espero que a Justiça garanta os direitos desta cidadã brasileira, assim como tem garantido os direitos à liberdade de expressão de quem pensa em sentido contrário”. No mesmo dia em que ocorreram as declarações, o ministro do Supremo Dias Toffoli determinou que a Polícia Federal (PF) marcasse o depoimento do ministro da Educação, Milton Ribeiro, acusado de homofobia.

*Com informações da repórter Camila Yunes