Ano letivo de 2020 pode ‘invadir’ 2021, avalia secretário da Educação de SP

Semana do Natal e do Ano Novo devem ser preservadas, mas janeiro e fevereiro devem ter aulas

  • Por Jovem Pan
  • 28/09/2020 08h46 - Atualizado em 28/09/2020 08h48
ROBSON MAFRA/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDOA partir do dia 7 de outubro, porém, já serão permitidas atividades extracurriculares no município

O secretário municipal da Educação de São Paulo, Bruno Caetano, não descarta que o ano letivo de 2020 “invada” 2021 — e que atividades de recuperação e conteúdo sejam dadas, inclusive, aos finais de semana. A semana do Natal e do Ano Novo devem ser preservadas, mas janeiro e fevereiro podem ter aulas normalmente — depende do resultado da avaliação que será feita para medir o nível de aprendizagem. “Vamos fazer um grande programa híbrido de recuperação. O importante é dar tranquilidade para as famílias e não desprezar nenhum conteúdo”, completou.

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, Bruno Caetano reforçou que “aulas normais” só serão possíveis após uma vacina — mas que o governo municipal trabalha com a data de 3 de novembro para retorno gradual das atividades convencionais. A partir do dia 7 de outubro, porém, já serão permitidas atividades extracurriculares no município. Na rede municipal, os alunos poderão ir à escola duas vezes por semana e duas horas por dia. As escolas estaduais e particulares tem autonomia para fazer essa regulação com, no máximo, 20% dos estudantes.

A cidade de São Paulo anunciou na última sexta-feira (25) que vai realizar um Censo com todos os alunos e professores ainda em outubro. A decisão da retomada convencional em 3 de novembro está, em partes, condicionada aos resultados dessa pesquisa que ainda vai ser feita. Bruno Caetano explicou, porém, que ninguém precisa correr para ser testado agora. “Os testes serão feitos nas escolas, mediante agendamentos, a partir do dia 1º de outubro. Todos vão fazer”, garantiu.