‘Apesar de preparação, tremores recorrentes assustam’, relatam brasileiras na Turquia

Dezenas de prédios desabaram e, com isto, muitas pessoas correram para as ruas para não serem soterradas

  • Por Jovem Pan
  • 31/10/2020 09h39
EFE/EPA/Mehmet Emin Menguarslan Mesmo em tensão por disputa de águas territoriais no Mediterrâneo, autoridades da Turquia e da Grécia trocaram condolências

Equipes de resgate continuam buscas a possíveis feridos vítimas do terremoto no Mar Egeu que deixou mortos e centenas de feridos na Turquia. O tremor de 7 graus na escala Richter atingiu principalmente a cidade de Izmir, terceiro maior município do país. O epicentro foi a 17 km da costa e o abalo também foi sentido na Grécia. Dezenas de prédios desabaram e, com isto, muitas pessoas correram para as ruas para não serem soterradas. Nuvens de poeira e detritos se formaram nos locais mais afetados.

A trepidação chegou a Istambul, maior cidade da Turquia, mas não houve relatos de danos significativos. A brasileira, influenciadora digital Danny Boggione mora em Ankara e conta há sempre o receio de terremotos. “Foi muito violento, mesmo para nós que estamos acostumados com abalos em escalas menores quase todos os dias. Quando chega em 7 causa esse estrago que aconteceu aí”, disse. Ela indica que seguros para este tipo de evento são comuns no país. “Aqui nós temos até um seguro contra terremotos, os prédios são feitos com material resistente. Estamos acostumados, somos treinados para isso até nas escolas. ”

Outra brasileira, a professora Blenda Brandão, que mora em Istambul, aponta que o território é propício para abalos sísmicos e lembrou da catástrofe em 1999 que matou milhares de pessoas. Blenda Brandão relata os momentos dramáticos com um cenário de caos.  “Está muito bagunçado, foi muito recente. Aparenta cena de guerra, pessoas gritando, escombros. Está uma situação muito triste. As pessoas ainda estão muito assustadas”, conta. Mesmo em tensão por disputa de águas territoriais no Mediterrâneo, autoridades da Turquia e da Grécia trocaram condolências e ofereceram ajuda mútua.

*Com informações do repórter Daniel Lian