Após ameaça, militares do Myanmar matam mais de 100 pessoas durante protesto
As forças militares de Myanmar foram à TV estatal na sexta-feira, 26, fazer uma ameaça. Em uma mensagem lida por uma voz feminina, sob o som de um piano, eles informaram que manifestantes corriam o risco de serem baleados na cabeça e pelas costas se realizassem protestos neste sábado, comemorado o dia das Forças Armadas do país. Para celebrar a data, o regime preparou um desfile, mas os manifestantes não se intimidaram.
Antes mesmo do dia nascer, um grupo caminhou pelas ruas da cidade de Dawei segurando velas, em protesto contra o golpe militar realizado em primeiro de fevereiro. Ao longo do dia, as manifestações se intensificaram, assim como a repressão. O resultado foi um dos dias mais violentos em Myanmar. Nas redes sociais, o alto comissariado da ONU para direitos humanos afirmou que crianças estão entre as vítimas. Segundo a postagem, a violência das forças militares está aumentando a ilegitimidade do golpe e a culpabilidade dos líderes. O Reino Unido também se manifestou. O ministro das Relações Exteriores, Dominic Raab, escreveu em um comunicado que o assassinato de civis desarmados, incluindo crianças, marca um novo nível na repressão aos protestos.
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*Com informações do repórter Vinícius Nunes
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