Após aval do TCU, Fábio Faria prevê publicação do edital do 5G para setembro

Texto-base do documento foi aprovado por sete dos oito ministros do Tribunal de Contas na quarta-feira, 25

  • Por Jovem Pan
  • 26/08/2021 09h20 - Atualizado em 26/08/2021 09h59
Carolina Antunes /PRO 5G deve representar um salto muito grande no que diz respeito a velocidade, além de aumento de faturamento e desenvolvimento

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, está confiante em relação ao leilão do 5G no Brasil. Após aval do Tribunal de Contas da União, Faria afirmou que o edital deve ser publicado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em duas semanas, já no mês de setembro, e tem previsão de implementação de infraestrutura para julho de 2022. Isso vai viabilizar a aplicação da tecnologia assim que ela estiver disponível. O texto-base do edital foi aprovado por sete dos oito ministros do TCU. Apenas um deles acatou a análise da equipe técnica, que encontrou irregularidades no documento. Em entrevista ao programa A Voz do Brasil, da EBC, Fábio Faria projetou como devem ser os próximos meses, caso tudo ocorra como previsto, e o alcance da tecnologia.

“Após o leilão, no outro dia, as empresas de telecomunicações que vão adquirir as faixas já começam a implementação. Em vez de recebermos o dinheiro, o governo optou, junto ao Ministério das Comunicações, receber investimentos. Então, nós colocamos uma série de investimentos que totalizam em torno de R$ 40 bilhões. Então, nós queremos, por exemplo, até julho do ano que vem, todas as capitais já com o 5G funcionando. No outro ano, cidades acima de 500 mil habitantes. Depois, 300 mil habitantes. Vai reduzindo até chegar para localidades acima de 600 habitantes”, explicou. O texto aprovado nos últimos dias prevê contrapartidas para as empresas que vão operar faixas de frequência, que são como “pistas” em que cada sinal vai transitar. O 5G deve representar um salto muito grande no que diz respeito a velocidade, além de aumento de faturamento e desenvolvimento econômico. O setor do agronegócio deve ser um dos mais beneficiados pela chegada da tecnologia.

*Com informações do Carlos Aros