5G no Brasil: o que muda com a nova tecnologia e quando será implementada

O edital de licitação para definir as empresas que serão responsáveis pela oferta do serviço aguarda votação pelo Tribunal de Contas da União, prevista para esta semana; depois disso, será realizado o leilão

  • Por Lívia Zanolini
  • 16/08/2021 15h15 - Atualizado em 16/08/2021 15h16
Rodrigo Felix Leal/AEN-PRPara as empresas, a tecnologia 5G permitirá o controle remoto de maquinário industrial, a conectividade no campo, a realização de cirurgias remotas e, no futuro, até mesmo a circulação de carros autônomos

A quinta geração de internet móvel, ou simplesmente 5G, promete um salto tecnológico. Com a possibilidade de propagação por meio de ondas de rádio de frequência mais alta do que as atuais, vai permitir elevadas taxas de transmissão de dados e curto tempo de resposta – a chamada baixa latência. E, como não é possível fugir às leis da Física, a alta frequência resulta em um alcance menor. Por causa disso, as redes 5G também vão operar em faixas de baixa e média frequência para atender aos mais diversos consumidores. Mas os ganhos do 5G, em relação ao 4G, vão além. A nova tecnologia também permitirá que mais dispositivos estejam conectados ao mesmo tempo em uma determinada área, maior conectividade entre os aparelhos e maior eficiência energética dos equipamentos.

Para os usuários convencionais, tudo isso significa acesso à banda larga móvel avançada, com velocidade até cem vezes maior que a atual. Para as empresas, a conexão com baixíssima latência e alta confiabilidade permitirá o controle remoto de maquinário industrial, a conectividade no campo, a realização de cirurgias remotas e, no futuro, até mesmo a circulação de carros autônomos. Além disso, com o 5G será possível ampliar e popularizar a chamada Internet das Coisas, que consiste na conexão de objetos e dispositivos do dia a dia com a internet. Por enquanto, 65 países contam com a nova tecnologia. China, Estados Unidos e Filipinas lideram a lista com mais cidades conectadas.

No Brasil, o processo de implantação do 5G começou no ano passado, mas, por causa da pandemia, houve atrasos. O leilão, antes previsto para o primeiro semestre deste ano, não deve acontecer antes de outubro. O edital de licitação já foi aprovado pela Anatel e aguarda votação pelo Tribunal de Contas da União. Depois disso, as empresas interessadas poderão apresentar lances. As vencedoras serão responsáveis pela expansão da infraestrutura e implantação da tecnologia no país, como a instalação de fibra ótica. A Anatel estima movimentar até R$ 35 bilhões com o pregão. A expectativa do governo é que a nova tecnologia esteja disponível em todas as capitais até junho de 2022. Tá Explicado?

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