Após falas de Guedes e Bolsonaro, Lira pede ‘união’ por aprovação de programa social

Além do presidente da Câmara, ministro das Comunicações, ex-presidente Michel Temer e senador Alessandro Vieira foram alguns nomes que reagiram às declarações

  • Por Jovem Pan
  • 23/10/2021 11h55
ANTONIO MOLINA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDOLira foi um dos que se posicionaram após fala de Guedes

As declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre o futuro da economia geraram reações imediatas nesta sexta-feira, 22. O líder da oposição na Câmara, deputado Alessandro Molon, disse em uma rede social que diante do péssimo cenário em que o país se encontra, guedes deve estar se referindo às suas offshores quando fala que o país está bem avaliado lá fora. O senador Alessandro Vieira comparou Marcelo Queiroga e Paulo Guedes ao ex-ministro Eduardo Pazuello. o parlamentar disse que os ministros da Saúde e da Economia “rasgaram seus diplomas para agradar um chefe ignorante e servir aos interesses do centrão”. Outra dúvida que acabou sendo dissipada por Paulo Guedes era se um pedido de demissão por parte dele tinha sido feito. O próprio ministro garantiu que não pediu para sair do governo e disse que nem mesmo houve insinuação por parte do presidente Jair Bolsonaro.

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, saiu em defesa de Guedes e apoiou as escolhas da equipe econômica. “Nada será feito sem que tenha um compromisso fiscal. Esta é a nossa última batalha para que possamos continuar crescendo com um governo liberal”, analisou. O ex-presidente Michel Temer também tentou apaziguar a crise e usou o instagram para pedir paz no Brasil. “E nos últimos tempos, vocês vejam, são instituições brigando com instituições, pessoas discutindo com pessoas, desarmonia absoluta, portanto a inexistência de paz. O que o Brasil precisa é de tranquilidade, paz e harmonia. Pelo twitter, o presidente da Câmara, Arthur Lira, reforçou que a solidez fiscal do país é um pilar importante da democracia. O deputado ressaltou, ainda, que os fatos dos últimos dias mostram a necessidade de união de todos os poderes para solucionar questões como inflação, câmbio e juros, que afetam diretamente a população.

*Com informações da repórter Iasmin Costa