Após substituição da AstraZeneca, paulistanos intensificam buscas por vacina da Pfizer

Moradores procuraram postos de saúde para receber a segunda dose, mas não conseguiram

  • Por Jovem Pan
  • 12/09/2021 09h18 - Atualizado em 12/09/2021 10h08
EFE/EPA/Liam McBurney / POOL - 08/12/20

Muitos paulistanos procuraram os postos de vacinação neste sábado, 11, para tomar a vacina da Pfizer em substituição a segunda dose da AstraZeneca. A possível combinação das vacinas foi anunciada pelo governo de São Paulo na sexta-feira, 10, por causa do desabastecimento generalizada na capital paulista. A professora Mariana de Souza conta que está com a segunda dose atrasada há mais de uma semana. Por isso, ela foi até a unidade do AMA no bairro Ipiranga na esperança de tomar o imunizante da Pfizer, mas não conseguiu. “Falaram que é pra aguardar, que ainda não chegou o documento oficial para que aplique no lugar das AstraZeneca. Foi muito [frustrada].”

Já para o engenheiro Ezequiel Bertoldi Junior, a data para voltar ao posto de saúde era exatamente neste sábado. Ele relata que não se preocupou com a falta da AstraZeneca, pois acreditava que conseguiria tomar a segunda dose de outra marca. “Está mundo indicando [a substituição], está com falta da AstraZeneca. No Rio estão aplicando e aqui estão fazendo o favor de não aplicar. Hoje é o dia certinho, fui no mapa da fila, estava tendo segunda dose. Chego aqui e tem o capricho de não poder fazer com a Pfizer, é um absurdo isso”, afirma. A falta de doses da vacina da AstraZeneca acontece após a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), fabricante da vacina no Brasil, ter problemas com atraso na chegada de matéria-prima.

Segundo o secretário de saúde da capital paulista, Edson Aparecido, os postos de saúde ainda não iniciaram a substituição porque o Estado não oficializou para o município a decisão. Além do documento, a capital também espera a remessa da Pfizer para essa demanda. De acordo com a gestão estadual, 400 mil doses do imunizante que estão sendo entregues aos municípios remanejadas com esse objetivo. O uso de duas vacinas diferentes foi chancelado pelo comitê cientifico do governo do Estado. A decisão é embasada em estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS) e orientações do Ministério da Saúde.

*Com informações da repórter Carolina Abelin