Argentina anuncia acordo com FMI para pagamento de dívida

Segundo o presidente Fernández, a negociação permitirá uma recuperação econômica sustentada, sem queda do gasto real e com aumento do investimento em obras públicas

  • Por Jovem Pan
  • 29/01/2022 11h18
EFE/EPA/YOAN VALAT O presidente da Argentina, Alberto Fernandéz Parlamentares próximos ao presidente da Argentina, Alberto Fernández, lutavam por uma renegociação da dívida do país com o FMI

O governo da Argentina anunciou nesta sexta-feira, 28, que chegou a um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para o pagamento da dívida que tem com a instituição. Em pronunciamento, o presidente Alberto Fernández disse que o país tinha uma dívida “impagável”, mas que, com o acordo firmado, agora o povo argentino pode pensar no futuro. Segundo o presidente argentino, a negociação permitirá uma recuperação econômica sustentada, sem queda do gasto real e com aumento do investimento em obras públicas. Segundo o ministro da Economia Martín Guzman a primeira parcela deste ano, de US$ 700 milhões, foi paga. Já os vencimentos entre 2022 e 2024 foram adiados e poderão ser pagos em 2026 e 2032. Em troca, a Argentina prometeu reduzir o déficit fiscal para 0,9% do PIB em 2024, 1,9% em 2023 e 2,5% neste ano. No ano passado, o déficit foi de 3%.

O acordo ainda precisa passar pelo Congresso argentino. Na quinta-feira, manifestantes foram às ruas contra o pagamento da dívida com o FMI, pedindo que o governo rompesse com o fundo. O empréstimo de US$ 44 bilhões foi concedido em 2018, durante o governo de Maurício Macri. Nas redes sociais, o ex-presidente Lula elogiou a iniciativa de Fernández e disse que ficou feliz que a Argentina tenha conseguido fazer um acordo que preserva a soberania do país.

*Com informações da repórter Carolina Abelin