Ataques contra policiais na Baixada Santista preocupam autoridades da segurança pública

Ao longo do último mês, pelo menos três PMs foram mortos e tiveram armas subtraídas; outros três estão em estado grave

  • Por Jovem Pan
  • 29/12/2021 07h38 - Atualizado em 29/12/2021 10h55
WILLIAM VOLCOV/AE/AE AE Ataques a policiais têm preocupado forças de segurança pública em SP

A Polícia Militar de São Paulo está sob alerta após uma onda de atentados contra policiais e agentes penitenciários na Baixada Santista, no litoral do Estado, desde o final de novembro. As cidades de Santos, São Vicente, Praia Grande, Guarujá e Peruíbe têm sido visadas pelos criminosos e nas últimas semanas três policiais morreram e tiveram suas armas subtraídas nas regiões. Outros três foram baleados e se encontram em estado grave. Os suspeitos realizaram a maioria dos ataques com fuzil, disparando contra as guarnições. Em uma das ações, um funcionário da Ecovias também acabou sendo baleado. O diretor jurídico do Sindicato dos Agentes Penitenciários de São Paulo (Sindasp), Márcio Santos de Assunção, cobra agilidade nas investigações. “Estamos aqui nos perguntanso e perguntamos à Secretaria de Administração Penitenciária, o que está havendo. Sabemos que houve uma blitz no CDP Luis Cesar Lacerda com a remoção de algumas das lideranças, mas não sabemos nada se essas lideranças têm alguma relação com o que está acontecendo. Os dois alvejados pertencem ao CDP Luis Cesar Lacerda”, afirmou.

O deputado federal Capitão Guilherme Derrite (PP-SP), em entrevista à Jovem Pan News, falou sobre a escalada da violência. Ele desconfia que ela pode estar atrelada à saidinha de final de ano dos presídios. “Que boa parte desses criminosos, no período que eles teriam para ficar com suas famílias, que pela lei utópica eram para se ressocializar, na verdade eles voltam a delinquir e voltam a praticar ações criminosas, então isso está diretamente relacionado, sim, não tenho dúvida nenhuma em relação a isso, fora o fato de que eles trazem informações, às vezes até ordens, dos próprios presídios, para serem executadas aqui fora. Quem paga o preço é a população e os policiais, que são a linha de frente no combate ao crime”, afirmou. A polícia investiga se os atentados foram praticados de forma orquestrada por organização criminosa.

*Com informações do repórter Daniel Lian