Atentado em Londres coloca combate ao terrorismo em discussão

  • Por Ulisses Neto/Jovem Pan
  • 03/02/2020 06h57 - Atualizado em 03/02/2020 09h30
Sky News / Reprodução O trabalho dos agentes de segurança também está sendo questionado porque, mesmo sob vigilância, o terrorista conseguiu levar o ataque adiante

Londres teve mais um ataque terrorista neste final de semana e a sociedade discute se as leis do país são mesmo adequadas. O atentado foi cometido por um homem de 20 anos que tinha acabado de sair da prisão.

Sudesh Amman cumpriu parte da pena por posse e distribuição de material extremista.

Ele era considerado tão perigoso que a polícia decidiu mantê-lo sob vigilância constante e, mesmo assim, Amman conseguiu atacar duas pessoas com uma faca na tarde deste domingo (2) no sul de Londres.

Uma das vítimas foi atendida em estado grave, mas já não corre mais risco de morrer — segundo a as autoridades locais.

Os policiais antiterrorismo que monitoravam Amman conseguiram chegar rapidamente ao local do ataque. Eles dispararam ao menos cinco vezes e mataram o terrorista.

Este foi o segundo ataque cometido por um condenado por práticas terroristas em Londres em menos de três meses. No final de novembro, duas pessoas morreram na London Bridge quando um homem também atacou pedestres com uma faca.

Por isso o governo está sendo pressionado para mudar a legislação e implementar penas mais duras para os condenados por terrorismo. O trabalho dos agentes de segurança também está sendo questionado porque, mesmo sob vigilância, o terrorista conseguiu levar o ataque adiante neste domingo.

O Reino Unido tem hoje 224 pessoas presas acusadas de relação com práticas terroristas e claramente o sistema prisional está falhando em tentar ressocializar essas pessoas e, mais importante, desradicalizá-las.

Além disso, a capital britânica também tem sofrido ao mesmo tempo com o aumento dos índices de criminalidade urbana. O primeiro-ministro Boris Johnson promete combater o problema contratando 20 mil novos policiais para Londres.

No primeiro dia útil pós-Brexit, o Reino Unido tem que se ocupar de problemas que são bastante internos.