Aumento da tarifa do Metrô no Rio de R$ 5 para R$ 6,30 é adiado

Contrato é baseado no IGP, da Fundação Getúlio Vargas, que subiu muito em 2020 — mais de 20%

  • Por Jovem Pan
  • 02/04/2021 10h28
MARCOS VIDAL/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOO governo já havia adotado o mesmo expediente com a Supervia, que administra a malha de trens urbanos do Rio e Janeiro

Previsto para entrar em vigor nesta sexta-feira, 2, o novo valor do bilhete do Metrô do Rio de Janeiro está suspenso pelo menos temporariamente. A tarifa vai continuar custando R$ 5, mas estava autorizada a subir para R$ 6,30. É que o contrato é baseado no IGP, da Fundação Getúlio Vargas, que subiu muito em 2020 — mais de 20% — por conta do aumento do dólar frente ao real. Esse aumento de R$ 5 para R$ 6,30 foi adiado para uma data ainda indeterminada.

O governo do Estado, com receio do impacto no bolso e nas finanças dos usuários, entrou em ação e abriu a data de negociação com a concessionária que administra o metrô do Rio de Janeiro. O governo já havia adotado o mesmo expediente com a Supervia, que administra a malha de trens urbanos do Rio e Janeiro. Os trens são usados, basicamente, por pessoas e famílias de mais baixa renda. Lá, na Supervia, o aumento também foi adiado por tempo indeterminado. As duas concessionárias alegam que perderam muitos passageiros por conta da pandemia da Covid-19 e precisam fazer ajustes para manter o fôlego e as operações.