Aumento do IOF deve impactar investimentos no Brasil, avaliam especialistas

Bancos e instituições financeiras passam a cobrar o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras a partir desta segunda-feira, 20; mudança reflete nos empréstimos e planos de financiamento

  • Por Jovem Pan
  • 20/09/2021 06h50 - Atualizado em 20/09/2021 09h56
Pixabay/Creative CommonsAumento do IOF deve alterar planos de financiamentos e investimentos das empresas em conjunto com a alta da taxa Selic

Os bancos e instituições financeiras passam a cobrar o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) a partir desta segunda-feira, 20. Analistas do mercado lembram as promessas do não reajuste nos tributos feitas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. No entanto, para o governo bancar o Auxílio Brasil, com ampliação de 14,5 milhões para 17 milhões de beneficiados com o programa, em momento de popularidade em baixa do presidente Jair Bolsonaro, o modelo de elevação de impostos é a saída. O economista da ACREFI, Associação Nacional das Instruções de Crédito, Financiamento e Investimento, Nicolas Tingas, ressalta o impacto direto nos empréstimos. “O financiamento do capital de giro das empresas, que vão receber menos dinheiro no seu financiamento de antecipação de recebíveis e também para as pessoas físicas, que vão tomar um crédito pessoal, vão financiar um bem ou serviço, vão ter que pagar mais pelo preço desse produto.”

O economista Davi Lelis avalia que o aumento do IOF deve alterar planos de financiamentos e investimentos das empresas em conjunto com a alta da taxa Selic, pelo Banco Central. “Esse aumento de IOF é expressivo e impacta no financiamento, tanto de pessoas físicas quanto de pessoas jurídicas. O IOF em operações financeiras, de mercado de construção civil, entre outras que ajudam a financiar o crescimento do país, esse aumento faz com que essas operações fiquem mais caras”, pontua. O mercado financeiro já precificou um aumento de 1 ponto percentual na taxa Selic. O Comitê de Política Econômica do Banco Central se reúne nesta semana e na última ata da reunião manifestou a intenção de novo reajuste na taxa básica de juros, atualmente em 5,25%.

*Com informações do repórter Marcelo Mattos