Bolsonaro culpa isolamento social por aumento no preço dos alimentos

Segundo o presidente, a política excessiva do ‘fique em casa’ está destruindo milhões de empregos

  • Por Jovem Pan
  • 16/03/2021 07h15 - Atualizado em 16/03/2021 14h46
EFE/ Joédson Alves/ArchivoO mandatário também voltou a reclamar das sucessivas altas dos combustíveis; segundo ele, o governo fez de tudo para reduzir os preços, mas os Estados foram na direção contrária

Em novo embate com governadores, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o aumento no preço dos alimentos é culpa do isolamento social, adotado por determinação dos governos estaduais e municipais. Em um ano, a alta ficou em 15%, três vezes maior do que o índice oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Comitê de Política Monetária do Banco Central pode, inclusive, elevar os juros nesta semana para conter as pressões. Ao falar com apoiadores no Alvorada, nesta segunda-feira, 15, o presidente da República atacou a política do “fique em casa”. “Olha, a política do que fique em casa, feche tudo e destruindo milhões de empregos, a consequência está aí. Imagina se o homem do campo estivesse ficado em casa, não teria alimento para ninguém. Todo mundo é responsável. Quem está com essa política excessiva do fique em casa? Não sou eu”, disse.

O mandatário também voltou a reclamar das sucessivas altas dos combustíveis. Segundo ele, o governo fez de tudo para reduzir os preços, mas os Estados foram na direção contrária. “Eu diminui o ICMS do gás de cozinha e do diesel, 19 governadores aumentaram o ICMS. Quer dizer, eu abaixei o imposto e 19 governadores querem que vocês continuem pagando alto o diesel e do gás de cozinha”, disse. Uma apoiadora pediu ajuda ao presidente para conseguir atendimento hospitalar para uma menina. O presidente a orientou a procurar a área da saúde e afirmou que não tem como resolver problemas pessoais.

*Com informações da repórter Caterina Achutti