Bolsonaro desconversa sobre 2022 e diz que Mourão ‘atrapalha às vezes’

Presidente voltou a questionar o atual modelo de votação brasileiro e fez campanha para o voto impresso;  segundo ele, ainda é muito cedo para traçar panoramas sobre as eleições estaduais do ano que vem

  • Por Jovem Pan
  • 27/07/2021 06h22 - Atualizado em 27/07/2021 10h30
MATEUS BONOMI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDOChefe do Executivo tem dado indicações de que não vai contar com o general na chapa em 2022

O presidente Jair Bolsonaro voltou a contestar, nesta segunda-feira, 26, o atual modelo de votação brasileiro e a fazer campanha pelo voto impresso. Chamada pelo presidente de “voto democrático”, a proposta está pronta para votação em comissão especial da Câmara, mas ainda enfrenta forte resistência entre os partidos de centro. Em entrevista a uma rádio da Paraíba, Bolsonaro indicou que a mudança de posição desses partidos teria acontecido por influência do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso. “Por que o ministro Barroso, do Supremo Tribunal Federal, e presidente do TSE, não quer o voto auditável. Ele tem medo do que? Nós sabemos que a posição dele é de esquerda, o candidato dele, segundo Datafolha, tem 49% no primeiro turno e 60% no segundo. Então está garantida a eleição do candidato dele”, disse o presidente, contestando o atual modelo.

Ainda sobre 2022, Bolsonaro foi questionado sobre o vice-presidente Hamilton Mourão. O chefe do Executivo tem dado indicações de que não vai contar com o general na chapa. “Alguns falam que um bom vice ser de Minas Gerais, Estado do Nordeste, outro perfil mais agregador para o Brasil. Mourão faz o seu trabalho, ele tem uma independência muito grande, por vezes atrapalha um pouco a gente. Mas o vice é igual cunhado, você casa e tem que aturar o cunhado em casa, não pode mandar embora”, afirmou. O mandatário também evitou traçar panoramas sobre eleições estaduais no ano que vem. Ele afirma que ainda está muito cedo, e que não quer precipitar o lançamento de candidaturas para governador ou para o Poder Legislativo. Mas já vem conversando com ministros e aliados que pretendem se candidatar.

*Com informações do repórter Levy Guimarães