‘Por mim, está decidido’, diz Bolsonaro sobre ida de filho para embaixada dos EUA 

  • Por Jovem Pan
  • 17/07/2019 06h13 - Atualizado em 17/07/2019 10h09
Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência BrasilBolsonaro voltou a rebater tese de nepotismo e citou uma súmula do Supremo que derrubaria o argumento; Eduardo considera indicação como 'missão'

Depois de afirmações de dentro do próprio Governo de que o presidente ainda avaliaria a indicação do filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, para ser embaixador do Brasil nos Estados Unidos, coube ao próprio presidente afirmar categoricamente que para ele, a situação já está definida.

Jair Bolsonaro disse que já conversou com o filho novamente sobre o assunto e que o deputado se sente capacitado para o cargo. O presidente admite que há um longo caminho pela frente, que ainda é preciso consultar os Estados Unidos, mas que para ele, a decisão está tomada.

Bolsonaro voltou a rebater a tese de nepotismo e até citou uma súmula do Supremo que derrubaria o argumento. Ele garante que não teme a possibilidade do nome de Eduardo ser reprovado durante sabatina no Senado. Segundo o presidente, se ele for rejeitado, voltará para Câmara.

O presidente ainda tem adotado um tom bem-humorado quando fala da polêmica criada pela declaração do filho de que teria fritado hambúrguer lá nos Estados Unidos.

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O porta-voz da presidência, Otávio Rêgo Barros, explicou que o presidente ainda não conversou com os senadores e que nesse momento o Governo cuida das questões burocráticas da indicação.

A deputada Carla Zambelli (PSL-SP) esteve nesta terça-feira (16) com o presidente no Palácio do Planalto. Ela acredita que a indicação é questão de dias, defende que o momento escolhido por Bolsonaro para falar sobre o assunto não foi inadequado e ressalta a importância de se ter uma pessoa de confiança num cargo estratégico como a embaixada nos Estados Unidos.

O deputado Eduardo Bolsonaro, nas redes sociais, afirmou que considera a indicação como uma missão dada que precisa ser cumprida. Ele explicou que o papel do embaixador deve ser de um porta-voz do Brasil não só para o Governo norte-americano, mas também para a mídia internacional e ressaltou que hoje os únicos que fazem essa conexão são da extrema esquerda.

*Com informações da repórter Luciana Verdolin