Brasil não terá desabastecimento de fertilizantes, diz Ministério da Agricultura

Temor pela falta do insumo cresce desde o início da guerra no Leste Europeu, já que Rússia e Ucrânia lideram as exportações de grãos para o planeta

  • Por Jovem Pan
  • 29/06/2022 12h27
GABRIELA BILÓ/ESTADÃO CONTEÚDO Governo federal anunciou Plano Safra com valores superiores aos da edição anterior Rússia é o principal fornecedor de fertilizantes para a produção agrícola brasileira

O Ministério da Agricultura reitera que, apesar da guerra na Ucrânia, o Brasil não terá desabastecimento de fertilizantes. A indicação veio um dia depois da conversa por telefone entre os presidentes Jair Bolsonaro e Vladimir Putin. Cerca de 70% insumos utilizados no mercado interno vêm do exterior, sendo que a Rússia é o principal fornecedor do Brasil. O temor pela falta de fertilizantes cresce desde o início da guerra no Leste Europeu. a crise global na distribuição de alimentos eleva os índices inflacionários. Rússia e Ucrânia lideram as exportações de grãos para o planeta.

O diretor de programa do Ministério da Agricultura, Luiz Rangel, detalha que em nenhum momento o abastecimento foi interrompido. “As exportações da Rússia para o Brasil continuaram funcionando. Continuaram funcionando, inclusive, fora de um padrão observado em anos anteriores, mesmo antes das crises, das crises de logística e abastecimento de importação, hoje, finalizando o primeiro quadrimestre do ano, nós temos 14% a mais de importação de fertilizantes, como um todo, do que tínhamos nos anos anteriores e, pasmem, só da Rússia nós aumentamos, no primeiro trimestre, 70% de importações vindas da Rússia. Não houve interrupção no comércio de fertilizantes entre Rússia e Brasil”, afirma.

O membro da pasta participou de uma audiência na Câmara e lembrou que o insumo básico do fertilizante é o cloreto de potássio. Já o superintendente de pesquisa da Agência Nacional de Mineração, Ricardo Eudes, defende ampliar o mercado interno, mas lamenta. “Então na nossa história, daqueles 3,9 mil de potássio que entraram, menos de 10% estão hoje ativos, e nove concessões de lado, que são da Petrobras, concessões antigas e não são trabalhadas já há vários anos. E se os cinco requerimentos de lavras, dentre os 16 que existem também na Amazônia, estão carecendo do licenciamento para então a empresa iniciar os procedimentos objetivando a lavra daquele depósito. Ricardo Eudes explica que o Brasil incentiva a pesquisa para a produção de cloreto de potássio.

*Com informações do repórter Daniel Lian