Câmara Municipal de SP prorroga auxílio de R$ 100 por 3 meses

Segundo o líder do governo na Casa, o vereador Fábio Riva, o benefício vai atender 480 mil famílias ao custo de R$ 420 milhões

  • Por Jovem Pan
  • 25/02/2021 11h01 - Atualizado em 25/02/2021 13h06
Nicole Fusco/Jovem PanA Câmara Municipal de São Paulo também discutiu a aquisição de vacinas pelo município

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou, por unanimidade, em segunda votação, o projeto de lei que prorroga por mais três meses o auxílio emergencial de R$ 100 pago pela prefeitura. Pensado para atender inscritos no Bolsa Família até setembro do ano passado, o programa foi uma promessa da campanha à reeleição do prefeito Bruno Covas (PSDB). Apesar disso, a tentativa de ampliar o benefício não vingou. Segundo o líder do governo na Câmara, o vereador Fábio Riva (PSDB), o auxílio vai atender 480 mil famílias ao custo de R$ 420 milhões.

“Eu gostaria muito, como todo e qualquer parlamentar, cidadão, prefeito, governador, presidente da República, poder dar muito mais para quem precisa. Mas nós precisamos ter responsabilidade, em dizer que a gente pode dar aquilo que a gente tem condição”, disse Riva. No mesmo projeto, os vereadores autorizaram a prefeitura a comprar vacinas contra a Covid-19 em caso de oferta insuficiente de imunizantes pela União, desde que aprovadas pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em audiência da Câmara nesta quarta-feira, 24, o secretário de Saúde, Edson Aparecido, disse que o município está preparado para vacinar 600 mil pessoas por dia. “Nós vacinamos ano passado 5 milhões de pessoas em 20 dias. O problema é que não tem vacina, porque o presidente da República não comprou. Essa é que é a questão. A questão tão central é a necessidade de se ter a vacina”, disse. Em caso de descumprimento legal de aprovação pela Anvisa, o projeto autoriza a prefeitura a adquiri imunizantes já aprovados por agências reguladoras internacionais.

*Com informações da repórter Letícia Santini