Câmara vota MP que regulamenta entrada do Brasil na Covax Facility nesta quinta

Aliança global de imunização contra a Covid-19 é coordenada pela OMS

  • Por Jovem Pan
  • 17/12/2020 06h19 - Atualizado em 17/12/2020 06h21
EFE/EPA/WU HONGNesta quarta-feira, 16, o presidente Jair Bolsonaro disse que a situação no Brasil já está quase normalizada

A Câmara dos Deputado vota nesta quinta-feira, 17, a Medida Provisória que regulamenta a entrada do Brasil na Covax Facility, aliança global de imunização contra a Covid-19 coordenada pela Organização Mundial da Saúde. O item do texto que prevê um termo de consentimento para autorizar a aplicação da vacina deverá ficar de fora. A questão ainda é incerta mesmo dentro do governo. O Ministério da Saúde diz agora que a medida não será necessária para vacinas com registro definitivo. Mas governadores foram informados que o contrato da pasta com a Pfizer prevê a assinatura do termo, isentando tanto o governo quanto a farmacêutica de responsabilidade por eventuais complicações.

Nos Estados Unidos, uma profissional da saúde do Alasca teve uma reação alérgica severa 10 minutos após receber o imunizante do laboratório, liberado em caráter emergencial. A mulher apresentou vermelhidão no corpo e falta de ar, foi medicada e passa bem. O médico virologista da Universidade Federal da Bahia, Gúbio Soares Campos, afirma que assinar um documento assumindo os riscos da vacina coloca em xeque a credibilidade do imunizante. Na América do Sul, o Chile e o Equador foram os primeiros países a aprovar a vacina da Pfizer. Após reunião com o ministro Eduardo Pazuello, o governador do Pará, Helder Barbalho, disse que o governo federal está próximo de assinar o contrato para compra da CoronaVac.

Nesta quarta-feira, 16, o presidente Jair Bolsonaro disse que a situação no Brasil já está quase normalizada. No mesmo dia, o país ultrapassou 7 milhões de infectados e voltou a registrar mais de 900 mortes. Ao todo, foram 936 óbitos confirmados em 24 horas — isso sem contar os dados de São Paulo, que encontrou falhas no sistema do Ministério da Saúde. Uma mulher de 41 anos, moradora do interior, é o primeiro caso de reinfeção confirmado no Estado. O novo diagnóstico veio 145 dias após o primeiro contágio e está relacionado a linhagens distintas do coronavírus.

*Com informações da repórter Camila Yunes