Campinas inicia novo toque de recolher e aplicará multas de até R$ 1,5 mil para infratores

Secretário de Segurança Pública da cidade explicou ao ‘Jornal da Manhã’ como novo toque de recolher funcionará; cidade já tem medidas de restrição contra aglomerações

  • Por Jovem Pan
  • 20/06/2021 13h48
Prefeitura de Campinas/DivulgaçãoPrefeitura da cidade já faz fiscalizações para evitar aglomeração

A cidade de Campinas, no interior de São Paulo, inicia nesta segunda-feira, 21, o toque de recolher que funcionará das 19h às 5h para tentar diminuir a disseminação da Covid-19 na região. O secretário de segurança pública do município, Cristiano Biggi, conversou com apresentadores do “Jornal da Manhã”, da Jovem Pan, neste domingo, 20, sobre como a medida, chamada de “Aglomeração Zero”, deve funcionar. “O cidadão que for flagrado na rua será orientado a retornar para a sua residência caso esse deslocamento não seja essencial”, explicou. Segundo o secretário, um exemplo de serviço essencial é a busca por atendimento médico. Caso haja comprovação de que o indivíduo não está cumprindo um serviço essencial, ele pode ser notificado. “Se ele for flagrado fazendo uso de bebida alcoólica na rua também há uma previsão para que ele seja punido com uma multa de R$ 1.500”, disse. Comércios considerados como “não essenciais” que forem flagrados funcionando fora do horário também devem receber multa e podem ser lacrados por 30 dias em caso de reincidência.

Medidas de restrição já são exigida no município e blitze contra aglomerações são realizadas diariamente. Segundo Biggi, apenas neste sábado, 19, 2.661 pessoas foram dissipadas de reuniões na cidade. “O que a gente tem verificado no município? Jovens ainda se aglomerando em locais públicos, na maioria das vezes em praças, postos de combustível, sem qualquer medida de restrição, então a gente focou nisso. É uma análise de dados epidemiológicos com dados da nossa guarda municipal em que verificaram nesta última semana um grande aumento dessas reuniões, dessas concentrações de jovens”, afirmou. O secretário afirmou que o cansaço de ficar em casa é compreensível, mas lembrou que é necessário manter as medidas de isolamento para evitar a disseminação da doença. Desde o início da pandemia, a cidade teve 109.251 casos confirmados e 3.554 mortes causadas pela doença.