Carga de energia deve crescer em média 3,4% por ano no período de 2022 a 2026

Para o próximo ano, a projeção é de aumento de 2,7%, considerando que haja um crescimento de 1,3% no PIB

  • Por Jovem Pan
  • 12/12/2021 12h13
Licia Rubinstein / Agência IBGE Notícias Aumento da energia foi o principal impacto do IPCA em maio Expectativa é de que carga aumente nos próximos anos

Em projeção conjunta, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, o Operador Nacional do Sistema Elétrico e a Empresa de Pesquisa Energética avaliam que deve haver um crescimento médio da carga de energia de 3,4% para o período de 2022 a 2026. Para o próximo ano, a projeção é de aumento de 2,7%, considerando que haja um crescimento de 1,3% no PIB. A análise é feita rotineiramente e traz a projeção do consumo energético no Brasil para os próximos 5 anos. A vice-presidente do Conselho de Administração da CCEE, Talita Porto, explica que a análise se baseia em diversos aspectos. “Por exemplo, a economia mundial, o PIB, a expectativa de aquecimento dos setores, como indústria, comércio, o crescimento do consumo residencial, é uma série de fatores que servem de base para se fazer uma estimativa da economia e do consumo nos próximos anos”, disse. Talita Porto explica que a estimativa é importante para o planejamento, operação do sistema e comercialização de energia. Segundo ela, não é o ONS que faz o cálculo da tarifa.

A vice-presidente do CCEE lembra também que os níveis dos reservatórios já começam a melhorar. “A expectativa de afluência melhorou muito agora no final de outubro. O verificado em outubro e novembro tiveram afluências muito boas. Até acima da média do histórico, então isso pode dar realmente um alívio para considerarmos que 2021 é um ano em que nós não teremos mais problemas”, disse. Talita Porto se diz otimista com as perspectivas para os próximos anos. “Hoje nós temos essa projeção para cinco anos, mas ela é atualizada a cada quatro meses com o cenário positivo para os próximos anos”, afirmou. No entanto, ainda não há garantias para o ano que vem, apenas projeções que vão depender da periodicidade das chuvas de verão.

*Com informações do repórter Camila Yunes