Casos de Covid-19 voltam a subir na Inglaterra e governo anuncia novas regras para o norte do país

O país está registrando, em média, 700 novas contaminações por dia

  • Por Ulisses Neto/Jovem Pan
  • 31/07/2020 08h53 - Atualizado em 31/07/2020 09h16
EFE/EPA/WILL OLIVERNo total quatro milhões de pessoas serão afetadas pela decisão tomada quatro semanas depois da flexibilização da quarentena

Os casos de coronavírus na Inglaterra voltaram a subir e o governo conservador teve que agir rápido. Na quinta-feira (30) a noite foram anunciadas novas regras de distanciamento social para os moradores do norte do país. A partir desta sexta-feira (31) estão proibidos os encontros em lugares fechados de pessoas que não moram na mesma residência. As visitas a pubs e restaurantes continuam liberadas, mas somente se forem realizadas entre pessoas que moram juntas.

O ministro da saúde britânico fez o anúncio alegando que a decisão foi tomada com base nos dados mais recentes da pandemia. Eles mostram que a maior parte das novas contaminações está ocorrendo entre parentes e amigos que não estão respeitando o distanciamento social. A medida vale para diversas cidades do norte da Inglaterra, incluindo a região metropolitana de Manchester. No total quatro milhões de pessoas serão afetadas pela decisão tomada quatro semanas depois da flexibilização da quarentena. A medida é especialmente dura para os muçulmanos que celebram o Eid neste final de semana. As celebrações do fim do ramadã ocorrem com reuniões familiares, que agora estão proibidas.

A cidade de Leicester, também no interior da Inglaterra, que ainda está em quarentena, vai ter bares e restaurantes reabertos na segunda-feira (3). O governo de Londres decretou um lockdown regional por lá que deu certo e fez reduzir drasticamente os casos na cidade, mas no geral a média semanal de contaminações por Covid-19 aqui na Inglaterra voltou a subir e as autoridades estão em alerta. Ainda está longe do pico de abril, quando eram cerca de 5 mil casos novos por dia – agora são cerca de 700.

Contrato de compra de vacinas

O governo conservador anunciou nesta semana mais um contrato para comprar vacinas contra o Covid-19. Já são quatro contratos diferentes, totalizando 250 milhões de doses em potencial. Ou seja, nem mesmo os britânicos estão apostando apenas na vacina desenvolvida pela universidade de Oxford, porque além de imprudente é arriscado — nada garante qual vacina sendo pesquisada neste momento será eficaz e produzida em larga escala. O Reino Unido tem neste momento contratos com os laboratórios Pfizer, Valneva, AstraZeneca e GSK.