Cláudio Castro quer alinhar vacinação do RJ com SP e iniciar imunização em janeiro

Governador do RJ descartou voltar atrás na flexibilização da quarentena e vai apostar em disponibilização de leitos

  • Por Jovem Pan
  • 04/12/2020 07h07 - Atualizado em 04/12/2020 08h42
MAGA JR/O FOTOGRÁFICO/ESTADÃO CONTEÚDOO Estado do Rio de Janeiro abriu, nesta semana, quase 200 novos leitos de enfermaria e UTI para pacientes com Covid-19

O governo do Rio de Janeiro não vai voltar atrás na flexibilização da quarentena e aposta, a partir de agora, na ampliação de leitos para enfrentar o crescimento de casos de Covid-19 e reduzir a taxa de ocupação de UTIs que beira o colapso. A declaração foi dada nesta quinta-feira, 3, pelo governador em exercício, Cláudio Castro. Ele, mais uma vez, descartou a possibilidade de um lockdown. Nesta semana, diante do avanço da doença e da taxa de ocupação de leitos perto de 100% nas redes publica e privada, pesquisadores da UFRJ e do Conselho Científico ligado à Prefeitura da capital sugeriram o fechamento de praias e escolas, a redução no horário de funcionamento de bares e restaurantes e ainda uma maior fiscalização nos transportes urbanos.

Nesta semana, o Estado do Rio de Janeiro abriu quase 200 novos leitos de enfermaria e UTI para pacientes com Covid-19 e pretende abrir mais mil nos próximos dias apenas em uma canetada, que visa bancar leitos co-financiados entre dezembro de 2020 e fevereiro de 2021. Sobre a imunização da população fluminense contra a Covid-19, o governador Cláudio Castro afirmou que o Estado se esforça para não ficar para trás de São Paulo e já pensa em vacinação a partir de janeiro. “A minha vontade é que, no mesmo que dia começar em São Paulo, comece aqui. Se São Paulo tiver que comprar, também quero comprar pra cá. Não se preocupem que a gente está trabalhando todo dia para que não haja esse descolamento. Assim que estiver disponível para lá, está disponível pra cá.” O Estado do Rio de Janeiro registrou, nesta quinta, mais 127 mortos por Covid-19 e quase 4 mil novos casos. Agora, acumula 22.891 mortos e 365.185 infectados.

*Com informações do repórter Rodrigo Viga