Com perspectiva do 5G, pesquisa aponta aumento no tráfego de dados no mundo

Segundo relatório da Ericsson, aumento foi de 300 vezes em 10 anos, algo que pode ser impulsionado pelo acesso de pessoas a vídeos na internet

  • Por Jovem Pan
  • 11/12/2021 12h19 - Atualizado em 11/12/2021 12h19
EFE/EPA/ANDY RAIN Celular apresenta na tela imagem do 5G Expectativa é de que haja mais de 4 bilhões de assinaturas 5G no mundo até o fim de 2027

Nos últimos 10 anos o tráfego de dados móveis aumentou quase 300 vezes no âmbito global. Com a ascensão da internet e dos meios de comunicação, as pessoas têm, cada vez mais, utilizado os serviços fora de casa. Até o final de 2027, a expectativa é de que haja mais de 4 bilhões de assinaturas 5G no mundo. Os dados são do relatório da Ericsson, feito no último mês. O Vice Presidente da Ericsson para o Cone Sul da América Latina, Marcos Scheffer, retrata dois importantes movimentos da rede de dados. O primeiro veio com a pandemia. As restrições de circulação de pessoas fizeram com que o tráfego de informações aumentasse em virtude das atividades home office. Com a flexibilização das medidas deu início o próximo passo. A população voltou ao mercado de trabalho em regime presencial e a consequência foi o aumento do tráfego de dados móveis.

“Elas carregaram esses dados móveis. Isso, logicamente, acaba potencializando ainda mais esse crescimento de dados nas redes móveis”, analisou. Marcos Scheffer explica que o consumo de vídeos é o que mais aumenta o tráfego de dados. “Cada vez mais aplicações contém vídeo, ou você está baixando um stream ou está mandando um vídeo para as pessoas assistirem via qualquer plataforma dessa de comunicação, ou quando você acessa as redes sociais você tem muito vídeo embutido. Hoje o vídeo representa 69% do tráfego de dados móveis pulsados nas redes hoje. E esse número deve subir ainda mais, em 2027, que é o horizonte do nosso relatório, deve chegar a 79%”, pontuou. Com o 5G, a expectativa é de que o tráfego de dados se torne ainda mais intenso, já que a tecnologia permite uma internet 20 vezes mais rápida do que a 4G.

Até agora, 65 países já têm o serviço disponível e o Brasil dá os primeiros passos para fazer a implantação. O Diretor Executivo do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio, Fabro Steibel, diz que esse aumento no tráfego de dados é uma perspectiva já esperada. “Nós estamos trocando cada vez mais dados e essa infraestrutura digital é cada vez mais parte da economia, da educação, da própria cidadania”, disse. No entanto, o especialista explica que a implementação no Brasil não vai acontecer de forma rápida. “Nem todo mundo vai ter 5G e 5G não vai ter em todo lugar. Quando o 5g for a norma, a ideia é que haja muito mais dados trafegando, mas por enquanto a gente vai ver algumas indústrias, algumas fazendas, algumas pequenas partes da cidade com 5g, e aí você vai ter mais velocidade de dados sendo trocados lá. Entretanto, a revolução do 5G só acontece quando todo mundo tiver a 5G, porque daí você pode lançar aparelhos celulares para 5g que mudam radicalmente o que eles são, ou aplicativos que são para 5g e todo mundo usa. A gente viu isso na mudança do 3G para o 4G. Deve aumentar esse número de dados, mas ele não deve ser tão rápido”, afirmou. De acordo com Fabro Steibel, a revolução 5G deve levar de 5 a 10 anos.

*Com informações da repórter Camila Yunes