Comissão do Congresso sugere leis mais duras para proteção do Pantanal

Relatório apresentado nesta quarta-feira, 9, lamenta a omissão das autoridades estaduais e federais

  • Por Jovem Pan
  • 10/12/2020 08h05 - Atualizado em 10/12/2020 08h07
DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO - 14/09/2020De agosto de 2019 a julho desse ano, a área devastada do Pantanal equivale a sete vezes a cidade de São Paulo, conforme aponta o Inpe

O Relatório da Comissão Externa do Congresso que investiga as queimadas no Pantanal sugere leis de proteção do bioma. O documento final, apresentado nesta quarta-feira, 9, lamenta a omissão das autoridades estaduais e federais. De acordo com o Inpe, os registros de fogo na região aumentaram mais de 200% nesse ano na comparação com 2019. A autora do relatório, a deputada Rosa Neide, do PT de Mato Grosso, avalia que as queimadas no Pantanal poderiam ter sido amenizadas. “Os governos todos foram alertados sobre o que iria acontecer. Para piorar, mais do que uma simples atuação direta, está sendo denunciada uma atuação verdadeiramente dolosa do do atual governo.”

O relatório da deputada Rosa Neide recomenda ao Congresso para que discuta leis de proteção dos biomas. O presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara, Rodrigo Agostinho, do PSB de São Paulo, defende a ampliação de políticas públicas. “Estamos enfrentando uma seca terrível no Panatnal e, ao que tudo indica, deve continuar nos próximos tempos. Então nós precisamos lutar para que essas políticas públicas sejam implementadas. Há um bom tempo que a gente discute a Lei do Pantanal na Casa”, diz. Rodrigo Agostinho sugere ainda ações em favor do uso racional do fogo e um plano de acolhimento de animais. De agosto de 2019 a julho desse ano, a área devastada do Pantanal equivale a sete vezes a cidade de São Paulo, conforme aponta o Inpe.

*Com informações da repórter Nanny Cox