Compartilhamento de cotas se consolida como alternativa na aviação executiva

Dados apontam crescimento de 27,3% no resultado acumulado até o mês de maio; ao todo, foram 134,6 mil voos, praticamente o mesmo número registrado em 2019

  • Por Jovem Pan
  • 16/08/2021 09h06 - Atualizado em 16/08/2021 12h06
Wilton Júnior/Estadão Conteúdo Justiça pede parecer do TCU sobre redução no valor dos descontos das tarifas ofertadas pelas companhias aéreas Com 5% do valor necessário para comprar uma aeronave, é possível ter uma cota de um helicóptero ou avião

A aviação executiva cresceu 27,3% no resultado acumulado até o mês de maio, segundo dados da Associação Brasileira de Aviação Geral. Foram 134,6 mil voos, praticamente o mesmo número registrado em 2019, mostrando que o setor se mantém aquecido e deve crescer ainda mais diante da retomada da economia mundial. Com isso, as empresas têm utilizado como alternativa o chamado “compartilhamento de cotas de aeronaves”. A modalidade é mais comum nos Estados Unidos. Com 5% do valor necessário para comprar uma aeronave, é possível ter uma cota de um helicóptero ou avião. No helicóptero, por exemplo, o cotista tem direito a voar cinco horas por mês ou 60 horas por ano. Nos jatos, usualmente tem a disposição 10 horas de voos por mês ou 120 horas por ano.

O conselheiro da Associação Brasileira de Empresas de Táxi Aéreo (Abtaer), Jorge Bitar, diz, no entanto, que o modelo de negócio não beneficia quem frequentemente tem urgência para se deslocar. “Na hora que você mais precisar da aeronave, por exemplo, véspera de um feriado prolongado, você não vai ter a aeronave para usar. Outra coisa é que a taxa de administração da aeronave é um pouco alta”, afirma. No compartilhamento também há a demanda híbrida. O investidor tem direito ao chamado combo, que junta frações de helicópteros e aviões.

*Com informações do repórter Daniel Lian