Coordenadora do PNI, Francieli Fantinato pede para deixar o cargo

Servidora é investigada pela CPI da Covid-19 no Senado Federal, que determinou a quebra do sigilo telefônico e telemático da concursada

  • Por Jovem Pan
  • 01/07/2021 07h19 - Atualizado em 01/07/2021 08h31
Reprodução/FacebookA saída de Franciele Fantinato marca a segunda baixa no Ministério da Saúde em 24 horas

O Ministério da Saúde vai ter uma nova baixa. A coordenadora do Programa Nacional de Imunização (PNI) pediu para deixar o cargo. Concursada na pasta da Saúde, Franciele Fantinato pediu para sair da chefia, embora vá continuar no mesmo setor. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, foi questionado nesta quarta-feira, 30, sobre o pedido, mas disse que ela que deve explicar os motivos. Franciele está sendo investigada pela CPI da Covid-19, que determinou a quebra do sigilo telefônico e telemático da servidora. Ela recorreu, mas a decisão foi mantida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta quarta-feira, o procurador-geral da República encaminhou parecer ao Supremo contrário à quebra do sigilo da servidora. Ele entende que a medida não teria sido devidamente fundamentada e os senadores não teriam indicado o fato que pretendem comprovar. Ainda segundo Augusto Aras, existem outros meios para chegar ao mesmo resultado. O ministro Luís Roberto Barroso definiu também que a CPI pode, por exemplo, realizar acareações para checar as versões dos depoentes. Mas ressaltou que essa técnica de investigação precisa respeitar o direto do investigado de não produzir provas contra si próprio.

A saída de Franciele Fantinato marca a segunda baixa no Ministério da Saúde em 24 horas. O governo tem evitado falar obre as denúncias de cobrança de propina na compra de vacinas. Mesmo fora do país, foi o ministro Fábio Faria que saiu em defesa do governo. Ele ressaltou que o presidente Jair Bolsonaro abomina a corrupção. Por isso determinou o afastamento do então diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias. Segundo Faria, a própria empresa responsável pela venda da vacina confirmou que não obteve resposta à proposta que havia feito ao governo e que é “público e notório que não existem intermediários para venda da AstraZeneca”. Segundo Fábio Faria, a oposição não vai conseguir carimbar o presidente Bolsonaro o modelo de desvio de recursos que foi utilizado pelo Partido dos Trabalhadores (PT). O ministro garantiu que toda as denúncias vão ser investigadas com transparência. Em meio às denúncias envolvendo as vacinas, o Ministério da Saúde anunciou, nesta quarta, a chegada de um novo lote do imunizante da Pfizer, com 936 mil doses.

*Com informações da repórter Luciana Verdolin