‘CPMI das Fake News virou coisa politiqueira para tentar alcançar o presidente’, diz Bia Kicis

Deputada classificou a comissão como ‘preocupante’ por causa da ‘narrativa totalmente divorciada dos fatos’

  • Por Jovem Pan
  • 24/01/2022 08h47
Pablo Valadares/Câmara dos Deputados -10/03/2021 A deputada federal Bia Kicis durante pronunciamento na Câmara A deputada federal Bia Kicis deve se filiar ao PL e concorrer à reeleição em 2022

Nesta segunda-feira, 24, a deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) concedeu uma entrevista ao vivo para o Jornal da Manhã, da Jovem Pan News. Ela falou sobre a retomada do trabalho no Congresso Nacional nos próximos dias, após o fim do recesso, a PEC dos combustíveis, a CMPI das fakes news e suas expectativas para as negociações em torno da sua filiação ao PL e reeleição. A deputada criticou o trabalho realizado na comissão parlamentar e acusou o presidente e relator de quererem afetar o presidente Jair Bolsonaro (PL) politicamente: “virou uma coisa politiqueira para tentar alcançar o presidente e seus apoiadores”.

Questionada sobre a retomada da CPMI das fake news, prevista para a volta do recesso, a deputada afirmou que a comissão é uma ação ‘politiqueira’. “A gente já conhece aquela CPI, a gente sabe como ela foi montada, arquitetada. O deputado que sugeriu essa CPMI, que começou a colher assinaturas, quando viu o que ela se tornou, ele pediu para sair. Ele falou ‘não era isso que eu queria. A gente queria investigar crimes nas redes, no submundo da internet’, e aí virou uma coisa politiqueira para tentar alcançar o presidente e seus apoiadores. A gente viu um esquema que foi claramente montado pelo Luciano Ayan dessa história de gabinete de ódio, de fake news, e que passava para Joice Hasselmann, para Alexandre Frota, que iam lá ficar repetindo aquela mesma lenga-lenga, colocando a gente em tabelinhas, em esquema de gabinete do ódio, coisa que nunca existiu. E a gente sabe que, tanto a presidência dessa comissão quanto a relatoria são oposição ferrenha ao presidente da República. E eles ficam usando essa CPMI para tentar nos perseguir. E isso já deu, já gerou filhotes, como o inquérito das fake news no Supremo. É uma coisa que é preocupante? É. Mas ao mesmo tempo é uma coisa que não tem nenhum embasamento. Não é preocupante pelos fatos, é preocupante pelos fatos, é preocupante pela narrativa totalmente divorciada dos fatos. Nós estaremos lá para mostrar a verdade”

Para Kicis, o retorno do trabalho no Congresso Nacional pede urgência na discussão sobre o preço dos combustíveis, com a PEC que ficou parada no Senado Federal desde 2021. “Eu acho que existe uma urgência nesse tema. Participei das negociações de todo o trabalho que o presidente Arthur Lira teve para que a gente chegasse a um modelo que não ferisse nenhuma norma constitucional, legal, em que não se mexia nas alíquotas, que elas ficam a cargo dos Estados, mas que se conseguisse reduzir o preço dos combustíveis. Esse tema ficou parado no Senado durante muito tempo, e o povo está esperando. Acho que nós temos que dar todo o gás nessa matéria já agora no comecinho dos trabalhos. A gente sabe que o transporte impacta em praticamente tudo, no preço de alimentos, tudo depende do transporte. Então, vamos conseguir aí, se deus quiser, reduzir o preço do combustível”, comentou.

Sobre as eleições de 2022, Kicis anunciou que deve tentar se reeleger deputada federal e que tem conversado com o partido liberal, partido do presidente Bolsonaro e sob comando de Valdemar Costa Neto. Ela ainda comentou que a ministra-chefe da Secretaria de Governo, Flavia Arruda, presidente do PL em Brasília, deve concorrer a uma cadeira no Senado Federal, mas que ainda está em negociação para decidir se, diferentemente, concorreria ao governo do Distrito Federal. “Temos uma reunião esta semana. Vamos ver se a gente consegue definir os caminhos, porque já está bem em cima”