Cúpula do Mercosul se reúne, nesta semana, sob expectativa de mudanças no governo da Argentina e do Uruguai

  • Por Jovem Pan
  • 02/12/2019 06h41
Reprodução/FlickrEncontros acontecem, a partir desta-segunda feira (2), no Rio Grande do Sul

A cúpula do Mercosul se reúne nesta semana no Rio Grande do Sul em meio a um cenário de transição nas lideranças do bloco. O encontro começa nesta segunda-feira (2) em Bento Gonçalves e vai ter o momento mais importante na quinta-feira (5). com o encontro entre os chefes de estado.

Esta é a última reunião que vai contar com a presença de Maurício Macri como presidente da Argentina. Alberto Fernandéz vai ser o novo ocupante da Casa Rosada a partir do dia 10 de dezembro

Pelo lado uruguaio, este também vai ser a última participação de um representante do atual governo, com a ida da vice-presidente Lucía Topolansky. O presidente eleito do Uruguai, Luis Lacalle Pou, assume em março e prometeu, neste sábado (30), uma postura conciliatória em relação ao bloco econômico.

Anfritião, o presidente do Brasil falou brevemente de relações internacionais neste fim de semana num evento no interior do Rio de Janeiro. Jair Bolsonaro discursou para um grupo de formandos da Academia Militar das Agulhas Negras, prometendo atuar politicamente na América do Sul.

“Militares das Nações Amigas, em especial da nossa América do Sul, nós não descansaremos enquanto todos os países irmãos não respirarem democracia e liberdade”, disse.

Bolsonaro e o presidente eleito da Argentina, Alberto Fernández, já trocaram ataques publicamente e o brasileiro não vai a posse do vizinho. O professor de relações internacionais da ESPM, Leonardo Trevisan, acredita, no entanto, que a retórica vai ficar de lado na hora das negociações econômicas.

“De alguma forma, quem mais lutou, quem mais quis o Mercosul, foram os empresários brasileiros e argentinos, que sentaram, organizaram as pautas, construíram os entendimentos e os implantaram. Não será diferente agora”, ressaltou.

O Mercosul conta atualmente com Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai como membros plenos do bloco. A Venezuela está suspensa. O governo provisório da Bolívia, liderado pela presidente interina Jeanine Áñez, foi convidado a participar da cúpula.

*Com informações do repórter Tiago Muniz