Delegado diz que já há informações suficientes para finalizar investigação do caso Henry

No início da semana que vem, investigadores e peritos devem acertar os últimos detalhes do inquérito

  • Por Jovem Pan
  • 17/04/2021 08h30
Reprodução/Redes SociaisEx-namorada disse considerar Jairinho um “psicopata” -- além de uma pessoa “mentirosa”, “agressiva”, “ruim” e “falsa”

O delegado Antenor Lopes afirmou que já há elementos suficientes para encerrar as investigações do caso Henry, de 4 anos, e encaminhar o inquérito para o Ministério Público. Dr. Jairinho e a namorada Monique Medeiros estão presos temporariamente desde o dia 8 de abril. Eles são suspeitos de homicídio qualificado de Henry Borel, filho de Monique, no dia 8 de março. No início da semana que vem, investigadores e peritos devem acertar os últimos detalhes do inquérito e o delegado responsável pelo caso deverá apresentar o relatório final.

A informação foi dada após o depoimento da assistente social Débora Saraiva, ex-namorada do vereador Dr. Jairinho, na 16ª Delegacia de Polícia da capital, na Barra da Tijuca. Segundo o delegado, Débora voltou atrás no depoimento anterior e confirmou que ela e o filho, então com dois anos, sofreram agressões do parlamentar durante seis anos. A ex-namorada disse considerar Jairinho um “psicopata” — além de uma pessoa “mentirosa”, “agressiva”, “ruim” e “falsa”.

No dia de sua prisão, Dr. Jairinho foi acomodado na diretoria do presídio Frederico Marques. Antes de ser instalado no gabinete, Jairinho recebeu um lanche das mãos do próprio diretor da prisão, Ricardo da Gama. Já Monique Medeiros foi levada à sala de segurança para que aguardassem a transferência para a prisão. A cena foi registrada pelas câmeras de segurança e originou uma denúncia anônima ao Ministério Público, que descartou favorecimento ao casal.

Após análise das imagens, a Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Sistema Prisional e Direitos Humanos informou que não encontrou nenhum indício de irregularidade na recepção dos internos. A Secretaria de Administração Penitenciária também disse que não abrirá procedimento disciplinar contra o diretor. Mesmo assim, Ricardo da Gama e o subdiretor Felipe Veigo Pimentel entregaram seus cargos. Os dois foram transferidos para o Instituto Penal Cândido Mendes, no centro do Rio.

*Com informações da repórter Caterina Achutti