Desastres climáticos já causaram mais de R$ 700 bilhões em prejuízos às cidades brasileiras em 12 anos
Nos últimos anos, o Brasil tem enfrentado uma série de desastres climáticos que têm causado impactos devastadores tanto em termos financeiros quanto humanos. De acordo com a Confederação Nacional dos Municípios, as cidades brasileiras sofreram perdas superiores a R$ 700 bilhões devido a emergências climáticas nos últimos 12 anos. Entre 2013 e 2024, foram registrados mais de 70 mil decretos de emergência, com a seca, a estiagem e o excesso de chuvas sendo os principais responsáveis por essas situações. Em 2013 e 2014, por exemplo, a seca e a estiagem lideraram os decretos de emergência, com quase 28 mil registros, seguidos pelo excesso de chuvas, com 20 mil. Esses fenômenos climáticos representaram 69% dos decretos de emergência ou calamidade naquele ano.
O ano de 2024 destacou-se como particularmente oneroso, com prejuízos de quase R$ 93 bilhões causados por desastres climáticos. Durante esse período de 12 anos, 95% dos municípios brasileiros foram afetados por essas emergências, resultando em 5.279 cidades impactadas por desastres naturais. A Confederação Nacional dos Municípios aponta que mais de 473 milhões de pessoas foram afetadas, com mais de 5 milhões desalojadas, mais de 1 milhão desabrigadas e quase 3 mil mortes registradas devido a extremos climáticos. Além das perdas financeiras, as tragédias naturais também resultaram em perdas humanas significativas, incluindo vidas, memórias e impactos psicológicos profundos para aqueles que perderam suas casas e meios de subsistência.
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Diante dessa realidade alarmante, torna-se evidente a necessidade urgente de políticas eficazes de mitigação e adaptação às mudanças climáticas no Brasil. A frequência e a intensidade dos desastres climáticos ressaltam a vulnerabilidade das cidades brasileiras e a importância de estratégias de resiliência para proteger tanto a população quanto a economia. A implementação de medidas preventivas e de resposta rápida é crucial para minimizar os danos e garantir a segurança das comunidades afetadas.
*Com informações de Beatriz Manfredini
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*Reportagem produzida com auxílio de IA