Dia da Mulher: Campanhas alertam para os cuidados com a saúde feminina

Especialistas lembram sobre as formas de prevenção e diagnóstico do câncer de colo de útero e da endometriose

  • Por Jovem Pan
  • 08/03/2021 06h51 - Atualizado em 08/03/2021 10h27
diana.grytsku - www.freepik.comSegundo a Anvisa, a endometriose afeta cerca de 10% da população feminina do país

O mês de março é recheado de campanhas voltadas para a saúde da mulher. O março lilás, por exemplo, alerta para as formas de prevenção e diagnóstico precoce do câncer de colo de útero, causado pelo HPV. Embora 90% das mulheres que têm contato com o vírus consiga combatê-lo dentro do próprio organismo, há uma parcela que acaba desenvolvendo a doença. Em 2020, por exemplo, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer, 16 mil brasileiras tiveram o câncer de colo de útero, o terceiro mais comum em mulheres; metade delas morreu. A doença, no entanto, pode ser facilmente descoberta em exames preventivos, que devem ser feitos principalmente a partir dos 25 anos.

A ginecologista Cecília Roteli ressalta que, atualmente, existem três maneiras de fazer a prevenção da doença, inclusive uma vacina para meninas que ainda não iniciaram a vida sexual. “Nós temos a prevenção primária das meninas para não adquirirem esse vírus e ficarem livre do câncer de colo, temos a prevenção secundária, que é feita por meio de exames de rastreamento. E nós temos os tratamentos da lesões precoces, que vão determinar que essa mulher não vai ter nada. “Se descoberto precocemente, o câncer de colo de útero pode ser curado em quase 100% dos casos.

Outra doença lembrada no mês, pelo março amarelo, é a endometriose, que acontece quando o tecido que reveste o útero cresce para fora do órgão, provocando cólicas intensas, dor no ato sexual e até dificuldade para engravidar. O diretor da Sociedade Brasileira de Endometriose, Marcos Tcherniakovsky, explica que o tratamento depende do nível da doença. “A primeira coisa que nós temos que fazer é tentar brecar esse ciclo menstrual, muitas vezes usando anticoncepcionais, esses diários que usamos no dia a dia, anti-inflamatórios, analgésicos. Dependendo exatamente do caso, a única solução para a melhora completa é o tratamento cirúrgico, e dentro desse tratamento cirúrgico utilizamos muito as cirurgias minimamente invasivas.” Somente em 2019, 11.790 brasileiras precisaram de internação por causa da doença. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a endometriose afeta cerca de 10% da população feminina do país.

*Com informações da repórter Beatriz Manfredini