Eleições 2020: Bolsonaro ignora pesquisas e intensifica campanhas de apoio a aliados

No entanto, o presidente admite que corre o risco, já apontado por auxiliares, de ver seus candidatos derrotados nas urnas

  • Por Jovem Pan
  • 13/11/2020 05h22 - Atualizado em 13/11/2020 11h43
ETTORE CHIEREGUINI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDOEm São Paulo, o presidente declarou apoio ao candidato do Republicanos Celso Russomanno

O presidente da República, Jair Bolsonaro, admite que tem causado ciúmes entre os aliados o fato dele fazer campanha para candidatos que vão disputar as eleições municipais no domingo, 15. Ele calcula que existem, atualmente, cerca de 50 mil candidatos que são simpáticos a causa conservadora e muitos que não foram citados e, por isso, ameaçam romper com o governo. Diante da situação, nesta quinta-feira, 12, o presidente pediu para que as pessoas não ficassem bravas, justificando que não tem como mencionar todo mundo.

Além dos escolhidos pelo próprio Bolsonaro, muitos candidatos são apadrinhados de ministros e pessoas próximas do presidente. Entre os concorrentes a prefeito, o presidente está apoiando nomes que ainda não decolaram nas pesquisas. O presidente minimiza esse fato, lembrando que em 2018, as pesquisas apontavam que ele seria derrotado, o que não aconteceu. No entanto, Jair Bolsonaro admite que, de fato, não tem o poder de eleger ninguém e fala que corre o risco, já apontado por auxiliares, de fazer campanha e ver seus candidatos derrotados nas urnas.

Vale lembrar que o presidente tem apoiado candidatos de diversos partidos, alguns têm vindo participar pessoalmente das lives ao lado de Jair Bolsonaro. Enquanto em outros casos, o presidente mostra apenas os santinhos. Ele explica que o objetivo é garantir aliados em postos estratégicos nos estados, o que tornaria a vida do governo mais fácil. O próprio presidente afirma que eleger aliados também garante um governo federal mais forte.

*Com informações da repórter Luciana Verdolin