Em 1 mês, São Paulo tem mais mortes por deslizamentos que em todo 2021

Investimento em prevenção pelo governo estadual foi menor do que a metade do previsto

  • Por Jovem Pan
  • 08/02/2022 08h26
ORLANDO JUNIOR/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Deslizamento de terra em Franco da Rocha Deslizamento de terra em Franco da Rocha

Em São Paulo, de dezembro do ano passado até hoje, ocorreram 47 óbitos por causa das chuvas, segundo a Defesa Civil. O número é quase o dobro do registrado pelo órgão de dezembro de 2020 a março de 2021, quando 25 pelas mesmas causas no Estado. Segundo o Corpo de Bombeiros, em 2021 houve 295 ocorrências de deslizamentos de terra em São Paulo. Janeiro foi o mês que teve mais ocorrências, totalizando 43. Em 2020, foram 398 desmoronamentos e 66 mortes. Naquele ano, fevereiro foi o mês com mais casos de deslizamentos, totalizando 133.

Na semana passada, o governador João Doria (PSDB) anunciou o repasse de R$ 3 milhões para a cidade de São Paulo, R$ 1 milhão para atender as vítimas e os outros R$ 2 milhões para recuperação da estrutura urbana. A gestão do tucano gastou menos da metade do orçamento previsto para obra de infraestrutura e antienchente em todo o Estado de São Paulo no ano passado. Dos R$ 997 milhões aprovados pelos deputados estaduais, foram gastos R$ 453 milhões, ou seja, 45% do total. No ano anterior, o percentual de gastos em relação ao orçamento disponível foi ainda menor, 18% dos R$ 718 milhões de reais destinados para combater os problemas causados pelas enchentes.

De acordo com a prefeitura de Franco da Rocha, onde neste ano morreram 18 pessoas, 188 imóveis foram interditados sob risco de desabamento, sendo 62 na rua onde houve o deslizamento. Cerca de 560 pessoas estão desalojadas. O major Palombo, do Corpo de Bombeiros de São Paulo, pede que as pessoas que moram em zona de risco sempre ficarem atentas a qualquer detalhe. Ficar atento com sinais de desabamento, como trincas, fissuras que podem aparecer na sua casa, postes, muros, árvores que saem do seu prumo normal. Esses são sinais de que o terreno está em constante movimentação e que podem colocar com a sua residência”, alertou.

*Com informações do repórter Victor Moraes