Em linha com o planejado, Reino Unido vacina 300 mil pessoas por dia

Aprovação de dois imunizantes no Brasil também repercute na Europa nesta segunda-feira, 18

  • Por Ulisses Neto/Jovem Pan
  • 18/01/2021 07h23 - Atualizado em 18/01/2021 07h27
CLAUDIA GRECO/DIA ESPORTIVO/ESTADÃO CONTEÚDOOs conservadores do Reino Unido deram aula de planejamento, enquanto a Europa bate cabeça para imunizar sua população

A campanha de vacinação em massa do Reino Unido continua a todo vapor. O país já imunizou quase quatro milhões de habitantes até agora e, a partir de hoje, começa a convocar quem tem mais de 70 anos. Os grupos prioritários 3 e 4 já começam a ser imunizados a partir de hoje, o que indica que os britânicos estão em linha com o planejado. O governo conservado pretende imunizar todos os grupos de risco até a metade do mês que vem — cerca de 300 mil pessoas estão sendo vacinadas por dia no Reino Unido. O gabinete de Boris Johnson afirma que neste ritmo todos os adultos residentes do país terão acesso à vacina até setembro.

As regras de lockdown, no entanto, ainda devem demorar para serem relaxadas. Oficialmente, a próxima revisão da quarentena está marcada para 15 de fevereiro — mas os conservadores indicam que o retorno ao sistema de camadas com regras relaxadas em cada região só deve regressar em março. E isso, claro, se o esquema de vacinação continuar no ritmo acelerado em que está. Hoje os britânicos vacinam num ritmo quatro vezes mais rápido que o de pessoas sendo contaminadas pelo coronavírus no país.

Os conservadores do Reino Unido deram aula de planejamento, enquanto a Europa bate cabeça para imunizar sua população. A Pfizer está atrasando a entrega das doses prometidas para o continente e a situação só deve ser regularizada no final do mês que vem. Os britânicos também estão sendo atingidos pelo problema — mas como o país conta com diversos contratos, sendo o principal deles o da AstraZeneca, o plano nacional de imunização continua como o programado.

Também nesta segunda-feira, 18, repercute na Inglaterra a aprovação para o uso emergencial de duas vacinas no Brasil. O jornal The Guardian, por exemplo, fala da primeira dose aplicada em uma enfermeira e comenta que, “foi o governador conservador de São Paulo, João Doria, não Bolsonaro, quem supervisionou a cerimônia carregada de emoção, porque seu estado, e não o governo federal, liderou a parceria com a Sinovac. Para a frustração de Bolsonaro, que supostamente esperava iniciar a vacinação no palácio presidencial na próxima semana, as vacinas Oxford/AstraZeneca ainda não chegaram ao Brasil, prejudicando esses planos”.