Em meio a surto de gripe em SP, secretário de Saúde orienta ida à UBS: ‘Melhor do que se automedicar’

Edson Aparecido afirma que pacientes com sintomas gripais devem buscar cuidado médico em unidade de saúde ‘mesmo que esteja lotada’ e reforça a necessidade do uso de máscaras

  • Por Jovem Pan
  • 22/12/2021 07h48 - Atualizado em 22/12/2021 09h00
JHONY INÁCIO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO - 21/04/2021 O secretário municipal da Saúde de São Paulo (SP), Edson Aparecido Edson Aparecido afirmou que os protocolos serão adotados para que a São Silvestre aconteça na próxima semana

A cidade de São Paulo vive um aumento expressivo de casos de síndromes respiratórias. Nos primeiros 12 dias de dezembro, o município registrou 98 mil atendimentos por doenças gripais, número bem acima do registrado em novembro, que teve 112 mil consultas em 30 dias. Com esse cenário, a gestão municipal adotou medidas para ampliar os atendimentos, como a contratação de 280 médicos e enfermeiros e a instalação de tendas de triagem nas unidades básicas de saúde, que farão testes nos pacientes para descartar casos de Covid-19. A recomendação é que os cidadãos procurem os postos de saúde após os primeiros sintomas. “A pessoa não deve se medicar sozinha, mesmo que a gente tenha uma pressão muito grande na porta de entrada das unidades de saúde e tenha que esperar para ser atendida. Deve comparecer às unidades para ser medicada, orientada e testada de Covid-19, como os sintomas são os mesmos”, recomenda Edson Aparecido, secretário municipal da Saúde de São Paulo.

“Todo mundo que tiver sintomas deve comparecer à UBS, mesmo que esteja lotada, com bastante gente. É melhor do que ficar em casa e se automedicar”, acrescentou, em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News. Segundo o secretário, a capital paulista registra um aumento de síndromas gripais a cerca de 12 dias, situação que deve ser controlada nos próximos dias. Ele recomenda que as pessoas continuem usando máscaras para se proteger da gripe e da Covid-19 e, se possível, evitem aglomerações durante as festas de fim de ano.

“Possivelmente, o vírus que está fazendo com que tenhamos essa quantidade elevada de casos é o H3N2. Já é possível evitar nos gráficos a evolução desse vírus, mas temos outros circulando, por isso todo cuidado é pouco”, completou. Ao ser questionado sobre a São Silvestre, Edson Aparecido afirmou que os protocolos serão adotados para que a competição aconteça, como a exigência de vacinação obrigatória contra a Covid-19, apresentação de teste para a doença e uso de máscara na largada e na chegada. “Estamos observando o caso da síndrome gripal, mas por enquanto ela [São Silvestre] está garantida”, finalizou.