Empresários aproveitam ida de Bolsonaro aos Emirados Árabes para ampliar negócios

A Confederação Nacional da Indústria lidera uma missão empresarial de mais de 300 executivos para estabelecer relações de negócios

  • Por Jovem Pan
  • 14/11/2021 13h51
Clauber Cleber Caetano/PRPresidente Jair Bolsonaro chegou aos Emirados Árabes Unidos no último sábado

A ida da comitiva liderada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), aos Emirados Árabes Unidos também está servindo de oportunidade para empresários em busca de novos mercados. Segundo o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, a região apresenta ótimas oportunidades de negócios para companhias brasileiras com atuação no exterior. “Nós temos nossos problemas, nós sabemos, mas que estamos lutando e trabalhando muito para que esses problemas possam ser resolvidos e, juntamente com o Governo Federal, com os governos estaduais, com o Congresso Nacional, a gente tem procurado tornar o Brasil um país com ambiente propício aos negócios, um ambiente adequado para que nossas empresas sejam mais competitivas”, afirmou. Robson Andrade encabeça uma missão de mais de 300 executivos aos Emirados Árabes.

O presidente Federação das Indústrias do Mato Grosso, Gustavo de Oliveira, diz que os empresários brasileiros têm grande espaço para ocupar cadeias globais desabastecidas neste momento. “Os produtos brasileiros podem atender as especificações mais exigentes do mercado mundial. E, para o empresário, no momento em que o câmbio também é muito favorável à exportação, isso é uma oportunidade real de fazer negócios e ter muito mais resultados para as empresas”, comenta.

Para o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina, Mário Cezar de Aguiar, é preciso construir uma agenda que privilegie a diversidade da indústria do Brasil, visando o mercado árabe. “Os Emirados Árabes Unidos têm uma uma quantidade de portos bastante adequadas, são mais de 12 portos. As barreiras alfandegárias são as mínimas possíveis. Então, não há nenhuma restrição, de forma que há uma porta de entrada bastante favorável”, disse Aguiar.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil, Fernando Pimentel, diz que o eixo de crescimento mundial está na Ásia, onde há infraestrutura e incentivos ao investimento: “Eu vejo que nós temos que abrir os olhos, não só para os mercados tradicionais, que nós já conhecemos, mas para mercados que vão exigir preparo, vão exigir um novo mindset, que nós temos que estudar as culturas que são diferentes das nossas para fazermos com que as coisas aconteçam de uma maneira efetiva e com produtividade”. A intensa agenda da missão empresarial brasileira prevê compromissos até 19 de dezembro, com rodadas de prospecção de negócios, networking empresarial e visitas técnicas e de busca de oportunidades de investimentos em Dubai.

*Com informações do repórter Daniel Lian