Ernesto Araújo defende agronegócio e nega perda de investimentos por riscos à Amazônia

O chanceler disse que as exportações para diversos países do mundo cresceram durante sua a gestão

  • Por Jovem Pan
  • 11/08/2020 06h51 - Atualizado em 11/08/2020 08h07
FÁTIMA MEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOErnesto Araújo também afirmou que, nos governos anteriores, o MST, Movimento dos Sem Terra, participava de reuniões no Itamaraty

O ministro das relações exteriores, Ernesto Araújo, negou que o Brasil esteja sendo ameaçado de perder investimentos e sofrer bloqueios de exportações por mudanças na gestão do meio ambiente. Durante uma live, nesta segunda-feira, 10, Araújo ressaltou que a aproximação do Brasil com o governo norte-americano também não traz impactos negativos às negociações com a China. O chanceler disse que as exportações para diversos países do mundo cresceram durante a gestão dele. “Em 2019, as exportações de carne bovina brasileira para a China cresceram 80% em comparação com 2018, algodão cresceram 56%, frango cresceram 53%, carne suína 101%, açúcar 77% e o fumo 135%. Esse argumento é muito bom de que a nossa aproximação com os Estados Unidos vai causar problemas e vamos perder mercado com a China, é uma lógica meio esquisita”, reafirmou.

Ernesto Araújo também afirmou que, nos governos anteriores, o MST, Movimento dos Sem Terra, participava de reuniões no Itamaraty. “O MST vivia aqui dentro dando palpite em tudo, inclusive na negociações comerciais. Eu fiz parte de reuniões que as autoridades eram obrigadas a receber os representantes do MST para falarem contra as negociações comerciais pelos mais diferentes motivos”, afirma. O ministro das relações exteriores disse diversas vezes que a gestão dele não opta pelo “antiamericanismo” e que visa a abertura da economia brasileira.

*Com informações do repórter Leonardo Martins