Escultura do Touro de Ouro da B3 é alvo de vandalismo em São Paulo um dia após inauguração

Monumento, que foi inaugurado na terça-feira, 16, amanheceu com cartaz escrito ‘fome’ e foi pichado por um grupo de vândalos

  • Por Jovem Pan
  • 17/11/2021 10h49 - Atualizado em 17/11/2021 12h02
ROBERTO CASIMIRO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO - 17/11/2021Grupo responsável pela manifestação também se posicionou contra a falta de emprego e falta de oportunidades para a população periférica.

A B3, a Bolsa de Valores da capital paulista, inaugurou na terça-feira, 16, a escultura do Touro de Ouro. A obra foi um presente de Pablo Spyer, economista e apresentador da Jovem Pan News, e do artista plástico e arquiteto Rafael Brancatelli. O touro tem 3 metros de altura e foi instalado em frente ao prédio da B3, na rua XV de Novembro, no centro histórico de São Paulo. Nesta quarta-feira, 17, o monumento foi alvo de manifestantes que colocaram um lambe-lambe escrito “fome”. Os ativistas publicaram um texto nas redes sociais dizendo que a estátua retrata uma “contradição” de um país em que a desigualdade só cresce. O grupo também se posicionou contra as faltas de emprego e de oportunidades para a população periférica.

Estátua 'Touro de Ouro' é vandalizada um dia depois de ser instalada na frente da B3

Funcionários tentam limpar a pichação no recém-instalado Touro de Ouro da B3, a Bolsa de Valores da capital paulista, no centro de São Paulo, na manhã desta quarta-feira, 17     Foto: Bruno Escolástico/Photopress/Estadão Conteúdo

O Touro de Ouro é um símbolo de melhoras financeiras, de prosperidade, de força dos investidores e esse protesto, que aconteceu por volta das 6h30 desta quarta, foi na direção contrária, ressaltando a desigualdade social brasileira. O cartaz já foi retirado do monumento. Em seguida, porém, a estátua foi alvo de um segundo ato e foi pichada por vândalos. Segundo apurou a repórter Beatriz Manfredini, os seguranças da Bolsa de Valores relatarem terem tentado impedir o primeiro ato, mas eles não sabem dizer quem foram os responsáveis pela pichação. Os funcionários da B3 ainda não conseguiram retirar a tinta utilizada pelo segundo grupo.

*Com informações da repórter Beatriz Manfredini