Estudo aponta crescimento no número de jovens investidores no Brasil

Faixa dos 25 aos 39 anos já representa 48% dos investidores brasileiros, segundo dados da B3

  • Por Jovem Pan
  • 17/09/2021 10h41 - Atualizado em 17/09/2021 11h40
Ahmad Ardity/PixabayEstudo aponta que os jovens já são a maioria entre os investidores brasileiros, apesar deles investirem menores valores

O Brasil atingiu a marca de 3 milhões e 800 mil carteiras de investimentos, número 43% maior do que o divulgado no último semestre. Dados da B3 apontam parte expressiva desse número é composta por jovens, cada vez mais interessados no mercado de capitais. Em 2013, 29% dos investidores tinham entre 40 e 59 anos, hoje, esse público ocupa a faixa dos 25 aos 39 anos e representam 48%. Apenas 11% tinham mais de 60 anos. A faixa etária entre 19 e 24 anos também cresceu. Há oitos anos, eles eram apenas 2% e agora já representam 10%. O diretor de relacionamento e pessoa física da B3, Felipe Paiva, diz que as redes sociais são os principais meios que incentivam os jovens a entrar nesse mercado. “Os influenciadores, das redes sociais, da comunicação mais simples das instituições financeiras, atingiu em cheio os jovens. Ao mesmo tempo, a combinação da curiosidade com a vontade de conhecer produtos com esse tipo de oferta, de mobile, de investimento pelo celular, também atraiu muito os jovens. Se a gente olhar a base de brasileiros com investimento em bolsa, hoje a maioria está na faixa de 25 a 39 anos”, disse.

Ao mesmo tempo em que os jovens são maioria na bolsa brasileira, eles também são os que investem menos. Segundo a B3, pessoas de 20 a 25 anos costumam ter uma carteira que varia entre R$ 1.300 e R$ 1.500, enquanto a média total é de R$ 10.000. Entretanto, assim como o restante do mercado, investidores de 25 a 39 anos também diversificam suas carteiras ao longo dos anos e vão além de ações. Os dados da B3 também apontam outros características do perfil do investidor brasileiro. Com relação às regiões, o sudeste concentra o maior número de investidores, mas o maior crescimento estão no Norte e no Nordeste. A taxa de investimento entre homens e mulheres se mantém praticamente constante ao longo dos anos, mas as mulheres investem um pouco mais.

A publicitária Carolina Furlan, 38, investe há dez anos. Em 2019 ela decidiu mudar a carteira de investimentos para a renda variável e afirma que que teria começado a investir mais cedo se tivesse tido mais informações sobre o mercado financeiro desde a infância. “Se eu tivesse tido acesso a informação, a uma educação financeira, desde o colégio e na faculdade, o que é muito importante e relevante para as pessoas e para o futuro delas, com certeza eu estaria em uma posição diferente hoje”, comenta.

*Com informações da repórter Camila Yunes.