Fabrício Queiroz ficará preso em Bangu, no Rio de Janeiro

  • Por Jovem Pan
  • 19/06/2020 07h52 - Atualizado em 19/06/2020 08h07
EFE/Sebastião Moreira

O policial militar da reserva e ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, está preso no Complexo de Bangu na zona oeste do Rio de Janeiro. Ele foi encontrado na quinta-feira (18) na casa do advogado da família Bolsonaro, Frederick Wassef, em Atibaia, no interior de São Paulo.

Após a prisão, Queiroz foi levado de helicóptero para o Rio de Janeiro e depois direcionado para a unidade prisional de Benfica, considerado a porta de entrada do sistema carcerário do Estado. Na sentença que determinou a prisão, o juiz Flávio Itabaiana proibiu que o ex-assessor fosse transferido para uma unidade prisional especial, voltada para policiais ativos e inativos, e determinou que Queiroz ficasse encarcerado no Complexo de Bangu.

A defesa de Queiroz considera a decisão do juiz uma “arbitrariedade”. O ex-assessor é acusado de cobrar um pedágio, em esquema conhecido como rachadinha, do gabinete do estão deputado estadual, Flávio Bolsonaro, na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). O gabinete do filho do presidente da República, Jair Bolsonaro, foi investigado, assim como de outros parlamentares.

O antigo Coaf, Conselho de Controle de Atividades Financeiras, detectou uma movimentação atípica de R$ 1,2 milhão nas contas de Queiroz entre 2016 e 2017. Há suspeita de que esse dinheiro seja fruto da rachadinha, recolhida de assessores parlamentares do gabinete de Flávio Bolsonaro.

O advogado de Fabrício Queiroz, Paulo Catta Preta, afirmou, na saída da unidade de Benfica, que considerou a prisão de seu cliente desnecessária e pesada porque, diferente do que disse o juiz, não havia risco do ex-assessor fugir do país ou destruir provas. Paulo Catta Preta também representa a família de Queiroz, já que a esposa, as duas filhas e a enteada também são alvos da investigação.

A possibilidade de uma delação premiada foi descartada pelo advogado do ex-assessor de Flávio Bolsonaro.

*Com informações do repórter Rodrigo Viga