Queiroz estava há cerca de um ano em imóvel do advogado de Bolsonaro, diz polícia

  • Por Jovem Pan
  • 18/06/2020 10h26 - Atualizado em 18/06/2020 10h30
EFE/Sebastião MoreiraO ex-assessor vinha sendo monitorado por investigadores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) da Polícia Civil de São Paulo há meses

O ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, estava há mais de um ano em um imóvel do advogado da família presidencial. Segundo informações da Polícia Civil do Rio de Janeiro, o imóvel em Atibaia, cidade do interior de São Paulo, pertence a Frederick Wassef, que representa inclusive o presidente da República, Jair Bolsonaro.

Fabrício Queiroz foi preso nesta quinta-feira (18) após determinação da Justiça do Rio de Janeiro. De acordo com o delegado da Polícia Civil de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, os caseiros do imóvel em que o ex-assessor estava afirmaram, durante a operação, que ele estaria na residência há cerca de um ano.

Em setembro passado, segundo a polícia, o ex-assessor já estaria no imóvel do advogado, quando Wassef negou saber sobre o paradeiro de Queiroz, durante uma entrevista à jornalista Andreia Sadi, na GloboNews.

Wassef representou Jair Bolsonaro em casos recentes, como no caso Adélio Bispo, após a facada sofrida pelo presidente durante a campanha de 2018, e no caso envolvendo o porteiro do condomínio do presidente.

‘Prisão tranquila’

A prisão de Queiroz foi “tranquila”, segundo o delegado Nico Gonçalves, da Divisão de Capturas da Polícia Civil. Queiroz teve a prisão lavrada em São Paulo, mas será transferido para o Rio de Janeiro, onde será ouvido. Também foi expedido um mandado de prisão contra a ex-mulher de Queiroz, Márcia Aguiar.

O ex-assessor vinha sendo monitorado por investigadores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) da Polícia Civil de São Paulo há meses, segundo policiais civis. Após sua detenção, ele fez exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal, no centro de São Paulo, e levado para o Palácio da Polícia, onde assinou documentos da prisão.

*Com informações do Estadão Conteúdo